Além disso, as obras tiveram início em 2025 e receberam aporte de cerca de R$ 1,9 milhão do Fundo de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista.
Desse modo, o projeto incluiu pavimentação asfáltica, pintura, sinalização horizontal e vertical. Assim como, instalação de placas e a construção do muro de contenção – etapa mais complexa da obra, que exigiu o fechamento temporário da avenida para execução.
Percurso
Além de melhorar a segurança de trabalhadores que se deslocam diariamente entre Praia Grande e São Vicente, o trecho requalificado permite agora um fluxo cicloviário contínuo pela orla da Baixada Santista.
O percurso conecta Praia Grande, São Vicente e Santos, passando pela Ponte Pênsil e seguindo até a travessia por ferry boat para o Guarujá, onde se integra à ciclovia da Avenida Adhemar de Barros.
“Essa é uma rota muito importante para os ciclistas, mas, infelizmente, eles preferiam outros caminhos, porque tinham medo dos buracos, dos alagamentos e da falta de iluminação que havia aqui”, disse Jessé Teixeira, de 62 anos, que participa de grandes pedais na região. “Agora, melhorou muito. Era o elo de ligação que faltava entre cidades que são muito importantes para nós”, contou o aposentado.
O testemunho é compartilhado por Edinaldo Neres, de 65 anos, que utiliza a ciclovia tanto para se exercitar quanto para se deslocar pela região, hábito que mantém desde a época em que trabalhava em Santos, há 40 anos. “Tínhamos que andar no meio dos carros, já que a ciclovia acabava no meio do caminho, por causa da encosta. Vi muitos acidentes”, disse, contrapondo que a requalificação tornou a via mais segura. “Ficou maravilhoso. Vou até a praia para fazer exercícios sem me preocupar”.
A intervenção faz parte do eixo de Ampliação da Malha Cicloviária de Interesse Metropolitano do Plano Regional de Mobilidade Sustentável e Logística da Baixada Santista. Dessa maneira, que prioriza trajetos de alto uso e integração entre municípios.