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Mulheres

02 DE OUTUBRO DE 2021

30% das mulheres deixam o mercado de trabalho após ter filhos

Por falta de apoio, conciliar o trabalho e os cuidados com os filhos se torna uma tarefa difícil.

Por: Da Redação

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A relação entre maternidade e trabalho está longe de ser tranquila. Conciliar os dois é um desafio inalcançável para muitas mulheres aqui no Brasil. A chegada de um filho é um momento valioso na vida dos pais, mesmo assim pode se tornar um fardo na vida profissional de mulheres que se tornam ou já são mães.

Historicamente, a participação feminina no mercado de trabalho é menor, mesmo com os avanços da luta pela igualdade de gêneros, é certo que as mães são estigmatizadas no mercado. Alguns argumentos são trazidos à tona, como a incapacidade de executar seu trabalho de maneira eficaz devido à missão de ser mãe.

Muitas mulheres abdicam do seu lado profissionalpara cuidar exclusivamente dos filhos, arcando com os custos sociais e o julgamento da sociedade por viver a experiência total da maternidade.

Um estudo feito em 2018, pelo site de anúncio de vagas de empregos, Catho, reforça essa analise, apontando que 30% mulheres deixam o mercado de trabalho após ter filhos. Já entre os homens, a proporção é menor, somando apenas 7%.

A produtora, Ana Paula Santos, faz parte dessa estatística. Atuando na área durante oito anos, aos 36 anos de idade, com o nascimento de seu terceiro filho, optou por abandonar a carreira.

“Não é uma decisão fácil, são anos de dedicação, esforços, mas chega um momento em que entramos em uma situação limite, o desgaste físico e emocional é muito maior e fica complicado encontrar uma forma de conciliar o trabalho com o cuidado com os filhos”, explica Ana.

Embora exista ainda uma cobrança social para que a mulher queira ser mãe, vivemos hoje em uma geração onde a gestação, por vezes, não faz parte dos planos. Muitas vezes, a carreira profissional fica em primeiro lugar na vida dessas mulheres.

Segundo pesquisa feita pela Universidade de Washington, publicada em 2020, no ano de 1950, as mulheres tinham 4,7 filhos, já em 2017, esses dados caíram para 2,4, podendo chegar ao valor de 1,7 até o final do século.

Esse é o caso da promotora de eventos, Carla Oliveira, que com o seu único filho de 13 anos, não pretende e não prevê futuras gravidezes. “Hoje a minha prioridade é seguir carreira, já que anteriormente abdiquei de um tempo para cuidar dele. Com a retomada aos trabalhos, não tenho a menor vontade de ter outro filho”, diz a promotora.

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