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Nacional

10 DE OUTUBRO DE 2008

De volta ao plenário

Vereadora em 1982, prefeita da Cidade em 1989, deputada estadual e, por três vezes deputada federal, Telma de Souza volta para a política da Cidade para retomar assento na Câmara Municipal respaldada por uma expressiva votação. Com 8,4% dos votos válidos, a candidata do PT quebrou o recorde histórico de Santos antes pertencente ao ex-vereador […]

Por: Da Redação

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Vereadora em 1982, prefeita da Cidade em 1989, deputada estadual e, por três vezes deputada federal, Telma de Souza volta para a política da Cidade para retomar assento na Câmara Municipal respaldada por uma expressiva votação.

Com 8,4% dos votos válidos, a candidata do PT quebrou o recorde histórico de Santos antes pertencente ao ex-vereador José Gonçalves, que em 1976 teve 11.201 votos.

JB – Como a senhora analisa a votação recebida?

Telma – Eu já esperava ser a mais votada mas, o fato de ser uma eleição com 299 candidatos dá um outro perfil para os 20 mil votos que recebi.  Além disso, a coligação do prefeito e a nossa coligação são bastante diferenciadas. Isso mostra que a população aprecia o meu trabalho e concorda com ele. Foi um resultado muito agradável e gratificante.

JB – Os resultados revelaram que o PT perdeu muito espaço na zona 118º,  um antigo reduto que sempre garantiu um grande número de votos.  A que a senhora associa essa mudança na preferência do eleitorado daquela localidade?

Telma – Doze anos de outras administrações representam muito, porque representam uma oposição política sistemática ao trabalho que realizamos quando estivemos à frente da Prefeitura. Mesmo assim, muitas pessoas continuaram votando em mim . A grande resposta nessa eleição foi que eu tive votos em todas as zonas da Cidade.   Os meus adversários querem conquistar a Zona Noroeste, mas não foi dessa vez.

JB – Como a senhora avalia a  nova composição da Câmara?

Telma – A Câmara, antes de mais nada, é um lugar de excelência para discussão.  Por mais que haja articulações com o Executivo, ela precisa saber da sua autonomia e capacidade de discutir os problemas da Cidade independente da posição do prefeito.
Acredito que as composições, mesmo havendo tantos partidos diferentes, estarão sempre preocupadas com as necessidades da população. Não acredito que um vereador deixará de discutir ou encaminhar propostas, uma vez que o principal objetivo é atender e, principalmente, servir a população. Eu não tenho dúvida de que todos farão esse papel. Isso é um compromisso que vai além das questões partidárias.

JB – Considerando que o PT terá apenas três vereadores, minoria em relação à bancada do governo,  haverá espaço para o discurso de esquerda?

Telma – Precisamos definir o que seria política de esquerda  já que o termo tem tido uma série de conotações diferenciadas.  Chamo de esquerda quando você dá respostas aos problemas sociais  que afetam a  maioria da população. Diferentemente das políticas de direita,  centralizadas e voltadas apenas às necessidade das elites. Penso que desde a vitória do presidente Lula,  as cidades, independente de partido,  entenderam a importância das políticas socias,  se não de esquerda, de centro-esquerda. Acredito que haverá idéias que serão colocadas na Câmara. Não tenho a pretensão de achar que eu vou emplacar todos os projetos. Política não se faz com projetos em quantidade. Às vezes, o que vale é a semente da idéia que você plantou.

JB – Quais são os seus projetos prioritários?

Telma
– Existem vários setores que devem ser atendidos.
As diferenças sociais que existem em Santos precisam ser admitidas pela Cidade. E é por meio do poder público que poderemos traçar projetos que produzam igualdade entre as pessoas, de forma madura e democrática. Precisamos ter uma ação incisiva, particularmente na questão da saúde, que me conquista e me sensibiliza. Sabemos que este setor, em Santos, deixa muito a desejar. O governo do PT ficou conhecido pela marca de excelência na saúde. É justamente esse caminho que devo seguir. Meu objetivo é planejar essa cidade para o século 21, sempre procurando a igualdade social, a solidariedade e a dignidade para as pessoas.

JB – Em 2012, há planos de voltar a disputar o cargo de prefeita?

Telma – Há muitos fatos a serem analisados. A sucessão do presidente Lula, o conjunto de prefeituras na região, onde cinco mulheres foram eleitas. O PT perdeu espaço em alguns lugares mas ganhou em outros. Existem uma série de conquistas que não podem ficar soterradas numa afirmação genérica. 2012 está muito distante. Não se sabe o que acontecerá. A vida é rápida.  Mas, todos sabem que estou sempre disposta a disputar eleições.

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