Economistas esperam pico da inflação de 12 meses em agosto | Boqnews
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Crise

22 DE JULHO DE 2015

Economistas esperam pico da inflação de 12 meses em agosto

No mercado, economistas não apostam atualmente que índice de inflação vá superar 10% no acumulado de um ano

Por: Folhapress

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A desaceleração mais intensa da taxa deve ocorrer no início do ano que vem. A expectativa é que a inflação feche 2016 perto de 5,40% ao ano

A desaceleração mais intensa da taxa deve ocorrer no início do ano que vem. A expectativa é que a inflação feche 2016 perto de 5,40% ao ano

Passada a onda de reajustes de preços administrados pelo governo, os economistas esperam que a inflação atinja o pico na taxa de 12 meses em agosto e comece a desacelerar a partir de setembro deste ano.

Em julho, o índice em 12 meses foi de 9,25% pelo IPCA-15, a prévia da inflação. Para a consultoria Rosenberg & Associados, essa taxa de subir para algo próximo de 9,50% em agosto próximo e iniciar, então, um processo de desaceleração.

“Em agosto termina o período em que a inflação teve um comportamento mais benéfico no ano passado, o que não está se repetindo neste ano. A partir daí, vamos ver uma trajetória mais clara de queda dos preços”, disse Leonardo França Costa, economista da Rosenberg Associados.

No mercado, os economistas não apostam atualmente que o índice de inflação vá superar 10% no acumulado de 12 meses.

A desaceleração mais intensa da taxa deve ocorrer no início do ano que vem. A expectativa é que a inflação feche 2016 perto de 5,40% ao ano, pelo centro das projeções (mediana) de economistas consultados para o boletim Focus, do Banco Central.

Para Márcio Milan, economista da consultoria Tendências, o pior da inflação ficou no primeiro semestre do ano. A expectativa agora é de mais desaceleração de preços de alimentos e também de serviços.

“Os dados do mercado de trabalho e da renda mostram que a demanda agregada como um todo vai ser menos intensa. Tem enfraquecimento da demanda, o que vai permitir queda de preços livres [não administrados pelo governo] e serviços”, disse.

Excluídas as passagens aéreas, cujos preços são instáveis, os serviços avançaram 8,03% nos últimos 12 meses até julho. É uma taxa alta, mas abaixo da inflação como um todo. É a menor desde dezembro de 2010.

“Vamos ter um segundo semestre mais parecido com o do ano passado. Só que vamos carregar os reajustes do início do ano e, por isso, devemos fechar 2015 com inflação de 9%”, disse Natália Cotarelli, economista do banco ABC Brasil.

 

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