Puxadas pela Meta, redes sociais lideram gastos nas campanhas eleitorais no País
Faltando menos de duas semanas para as eleições, os candidatos de todo o País já gastaram, somados, R$ 3,07 bilhões (dados até hoje, dia 23).
E as redes sociais, todas internacionais, agradecem, especialmente em razão dos recursos do Fundo Especial (Fundo Eleitoral), na ordem de R$ 4,9 bilhões, aprovado pelo Congresso.
Ou seja, uso de recursos públicos para impulsionamentos nas redes sociais.
Isso fica evidente quando, ao abrir sua rede social, você começa a receber mensagens dos mais variados políticos, muitos sem nunca tê-los visto antes.
Isso porque ao impulsionar uma mensagem, detalhando o público, local e até suas preferências, o cliente atinge diretamente a mensagem para quem deseja.
Mas para ter sucesso, há necessidade de pagamento – e no caso das campanhas eleitorais, com recursos públicos – via Fundo Eleitoral.
Para o usuário identificar quem paga pela veiculação, basta ver, no alto da página, à esquerda, a palavra Patrocinado.
Afinal, a empresa Meta (dona do Facebook/Instagram) lidera os gastos com R$ 51,38 milhões – cerca de 2%.
Por sua vez, outras duas empresas que atuam como intermediação e agenciamento de serviços e negócios em geral, inclusive o universo digital, com o mesmo fim, também se destacam com compras e vendas de serviços para empresas no exterior.
A vice-líder em recebimentos, a startup uruguaia DLocal, já recebeu R$ 31,05 milhões – a segunda maior em arrecadação.
Alguns candidatos da região se destacam nestes gastos com estas três empresas que atuam nas redes sociais de forma direta ou indireta.
Caso do candidato a prefeito pelo PL – Partido Liberal em Guarujá, Ronald Luiz Nicolaci, o sétimo maior anunciante do Facebook até o momento.
Ele já gastou R$ 361.999,00.
Já a deputada Rosana Valle, candidata a prefeita em Santos, é a 6ª maior cliente da Adyen do Brasil, com R$ 218 mil gastos.
O uso de redes sociais pelos candidatos mostra a apatia e preguiça do eleitor em busca de novos nomes, segundo jornalista e cientista política, Christiane Disconsi
“Vivemos a democracia de audiências ou de auditório”, explica.
Ela lançou o Guia Eleitoral da Baixada Santista, onde analisa o cenário político e eleitoral da região.
Ou seja, quem têm mais likes (curtidas) tem mais visibilidade e consegue, com maior poderio econômico, se destacar perante os demais candidatos.
Christiane participou do Jornal Enfoque na última sexta onde comentou sobre a questão.
Dessa forma, separou os gastos dos quatro candidatos à prefeitura de Santos e também os atuais vereadores em dois períodos distintos (nos últimos 30 dias, com o início das campanhas eleitorais, e também nos últimos 90 dias – não existe opção para 2 meses).
A deputada Rosana Valle (PL) já gastou R$ 277,3 mil nos últimos 90 dias (23 de junho a 20 de setembro), sendo maior a concentração após a homologação do seu nome como candidata (R$ 245,9 mil no período entre 22 de agosto e a 20 de setembro).
Aliás, seu público é altamente engajado, com 307,3 mil curtidas.
Em seguida, surge o prefeito Rogério Santos (Republicanos) com gastos de R$ 154,3 mil entre 23 de junho a 20 de setembro (antes do período da homologação do seu nome como candidato).
No último mês (22 de agosto a 20 de setembro), houve concentração do total gasto (R$ 114 mil). Ao todo, 28,7 mil curtidas obtidas.
Maior arrecadadora nas campanhas eleitorais entre os postulantes ao cargo do Executivo de Santos, a vereadora Telma de Souza (PT) gastou R$ 9,5 mil no último trimestre, sendo R$ 6,9 mil nos últimos 30 dias.
Entre os vereadores de Santos que tentam a reeleição, Fabrício Cardoso (Podemos) investiu R$ 25,9 mil nos últimos 30 dias (de um total de R$ 31,9 mil no último trimestre).
Obteve 37,2 mil curtidas
Ele é seguido pela vereadora Débora Camilo (PSOL), com R$ 19 mil nos últimos 30 dias (de um total de R$ 27,1 mil gastos ao longo dos últimos 3 meses). Conquistou 15,8 mil curtidas.
Adilson Jr (PP) gastou R$ 14,3 mil nos últimos 30 dias (de um total de R$ 26,5 mil ao longo dos últimos 3 meses). Obteve 21,3 mil curtidas.
Assim, o vereador Paulo Miyasiro já desembolsou R$ 11,8 mil nos últimos 30 dias, quase a totalidade desde o início da campanha (R$ 12,9 mil nos últimos 90 dias).
Aliás, a despeito do vereador Rui de Rosis não tentar a reeleição, seu filho, Rui de Rosis Jr, tenta uma vaga pelo PL.
Por sua vez, ele desembolsou R$ 11,3 mil no último mês, de um total de R$ 13,9 mil entre junho e setembro.
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