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Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil economia

Economia

18 DE FEVEREIRO DE 2019

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Mercado reduz projeção de crescimento da economia em 2019

Enquanto a estimativa para este ano foi reduzida, para 2020 é esperado crescimento

Por: Kelly Oliveira
Da Redação

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A projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia, este ano, foi levemente reduzida.

A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi ajustada de 2,50% para 2,48%.

Em contrapartida, para 2020, a estimativa de crescimento do PIB subiu de 2,50% para 2,58%.

Em 2021 e 2022, a expectativa segue em 2,50% de crescimento do PIB.

As projeções são do boletim Focus, publicação semanal do BC, com estimativas de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Inflação

A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) permaneceu em 3,87%, este ano.

Para 2020, a previsão para o IPCA permanece em 4%. Além disso, para 2021 e 2022, também não houve alteração na estimativa: 3,75%.

A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é 4,25%. O intervalo de tolerância é entre 2,75% e 5,75%.

A estimativa para 2020 está no centro da meta (4%). Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Entretanto, o CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022.

Para controlar a inflação e alcançar a meta, o BC usa, sobretudo, a taxa básica de juros, a Selic.

Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano, até o fim de 2019.

Para o final de 2020, a estimativa para a taxa é 8% ao ano. Bem como a previsão para 2021 e 2022.

A Selic é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional. Ela serve de referência para os demais juros da economia. As negociações são registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).

A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro neste ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação.

Ao reduzir os juros básicos, então, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo.

Para cortar a Selic, portanto, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle. Além disso, assegurar que não correm risco de ficar acima da meta de inflação.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida. Portanto, isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Dólar

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,70 no final deste ano e em R$ 3,75, no fim de 2020.

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