Investigação

Operação contra pornografia infantil tem mais de 250 presos

A operação investigou pessoas que compartilhavam ou armazenavam conteúdos de pornografia infantil relacionados a crimes de exploração sexual contra crianças e adolescentes.

18 de maio de 2018 - 10:09

Elaine Patrícia Cruz, Jonas Valente e Pedro Peduzzi

Agência Brasil

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A operação conjunta de polícias civis Luz na Infância 2, deflagrada ontem (17), resultou ao longo do dia em 251 prisões em 284 cidades de 24 estados e do Distrito Federal. Segundo balanço divulgado pelo Ministério Extraordinário da Segurança Pública. O número se refere a todas as prisões realizadas até às 18h de ontem.

Promovida pelo ministério em parceria com as polícias civis dos estados envolvidos. A ação tem como foco o combate à pornografia infantil. A operação investigou pessoas que compartilhavam ou armazenavam conteúdos relacionados a crimes de exploração sexual contra crianças e adolescentes.

Segundo o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, mais de 1 milhão de arquivos (entre fotos, vídeos e outros documentos obtidos em ambientes virtuais) com conteúdos relacionados a crimes de abuso sexual de crianças e adolescentes foram analisados antes da deflagração. A primeira fase da operação ocorreu em outubro do ano passado.

Do total de prisões, 128 foram na região Sudeste, 47 no Nordeste, 38 no Sul, 21 no Centro-Oeste e 17 no Norte. Ao todo, foram expedidos 579 mandados. O ministério informou que segue monitorando a ação das equipes envolvidas, podendo haver novos números de prisões.

São Paulo

Em São Paulo, 66 pessoas foram presas: 16 por armazenamento e compartilhamento de imagens e 50 apenas por armazenamento. A ação no estado foi coordenada pelo Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com 600 policiais civis destacados para cobrir 166 alvos da operação.

A diretora do DHPP, Elisabete Sato, ressaltou que todos os presos eram homens, casados, com filhos e na faixa etária dos 40 anos. O mais jovem deles tinha 17 anos e o mais velho, 85. Foram presos médicos, servidores públicos, técnicos em informática e professores.

Como o crime de armazenamento é afiançável, a maior parte já pagou a fiança arbitrada pelo delegado de polícia. Agora passam a responder ao processo em liberdade. Já o crime de compartilhamento de imagem não permite o pagamento de fiança.

Foram apreendidos 2.627 objetos como CPUs, notebookspen drives, celulares, CDs e DVDs. Todos os equipamentos serão encaminhados para a perícia técnica. A delegada informou que a operação teve como alvo pessoas que acessavam sites de pornografia infantil com muita frequência. “Não é possível mais que toleremos estas situações em que crianças, extremamente indefesas, tenham imagens divulgadas de uma maneira tão ostensiva”, disse Sato.

O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Júlio Gustavo Vieira Guebert, alerta que as pessoas que receberem esse tipo de material devem avisar as autoridades policiais. “Isso é repugnante. Uma criança foi vítima disso. A sociedade não pode admitir que uma criança seja vítima de qualquer crime, especialmente os de abuso sexual”, ressaltou.

Polícia Federal

Uma operação de combate à pornografia infantil, chamada Safenet, também foi realizada hoje pela Polícia Federal com três pessoas presas em flagrante nas cidades de São Paulo e Santo André. Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Santo André, Guarulhos e Suzano. Foram apreendidos celulares, mídias e computadores. Os investigados responderão pelo crime de adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio: fotografia; vídeo ou outra forma de registo que contenha cena de sexo explícito; ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente, com penas de 1 a 4 anos de prisão.

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