Sim, gostamos de trabalhar. Uma análise sobre o significado do trabalho | Boqnews
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Trabalho

30 DE MARÇO DE 2020

Sim, gostamos de trabalhar. Uma análise sobre o significado do trabalho

Jornalista aborda a relação das pessoas com o trabalho

Por: Da Redação

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Você já fez algum trabalho do qual tenha realmente se orgulhado? Que tenha dado sentido àquele dia? Que tenha percebido nas outras pessoas alguma contribuição e que o tenha inspirado a querer fazer mais?

Em administração de empresas estudamos e posteriormente utilizamos no dia a dia, em gestão de pessoas, as Teorias X e Y criadas pelo professor e economista americano Douglas McGregor, na década de 1960.

Na primeira o ser humano é visto como preguiçoso, como quem não gosta de trabalhar e que só o faz mediante coação, necessitando sempre de ordens superiores para realizar tarefas.

Imagine só, as pessoas teriam sempre que ser forçadas ao trabalho, ameaçadas para realizá-lo.

Na Teoria Y o homem é visto como altamente responsável, criativo e comprometido com o trabalho. Esta seria uma condição natural do ser humano. Desta forma, as pessoas até mesmo procurariam por responsabilidades que pudessem assumir. Estas pessoas buscam soluções para cada situação.

Posso dizer que as vezes em que fui mais feliz no trabalho foram, com certeza aquelas em que fiz, por conta própria, assumindo os riscos, como empreendedor corporativo, atividades sem que houvesse ordem para aquilo, ou seja, vi a necessidade e a atendi. A sensação é maravilhosa e qualquer cansaço físico ou mental foi sobreposto pela vontade de fazer de novo. Quando descobrimos o significado do trabalho nos sentimos muito felizes em realizá-lo.

Por isto é papel do gestor, seja em que âmbito for, estimular sua equipe. Uma equipe foi reconhecidamente escolhida, cada indivíduo por suas características para funções específicas. Uma equipe não é um grupo, são pessoas com um mesmo objetivo, cada uma num primordial papel dentro da organização. Mas não espere que o trabalhador saiba disso. Viemos todos de uma tradição de trabalho capitalista em que fazemos tudo mecanicamente, fazer por fazer.

Mas já existem mudanças em ambientes de trabalho, a partir da coordenação que refletem inclusive na produtividade e no lucro tão almejado pelas empresas. Mude sua maneira de liderar, mude você trabalhador seu jeito perante as tarefas que executa e quem sabe possamos todos ver os resultados com o entusiasmo que deve ter a vida em todos os seus momentos.

Já vi pessoas na fila correndo para ir embora antes mesmo do horário de passar o cartão de ponto. Já vi pessoas dizendo: vou ali apenas cumprir horário e achei muito triste.

Leis trabalhistas existem para regular as relações de trabalho entre empregos e empregadores, direitos e deveres, mas se queremos um diferencial competitivo no mercado de trabalho, este pode ser nossa boa vontade a partir do entendimento do objetivo de cada atividade que exercemos. Da mesma forma não sabê-lo gera frustração. Gestores de pessoas, de equipes são entusiastas também pelo desenvolvimento pessoal de cada um de seus liderados.

Não venham, por favor, dizer em época de isolamento social que as pessoas não gostam ou não querem trabalhar. Estamos ansiosos para dar, mais uma vez, significado ao que fazemos no dia a dia e ajudarmos a melhorar o mundo em que vivemos. Vai passar.

*Rose Lino é jornalista, profissional de Marketing e especialista MBA em Recursos Humanos e em Administração

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