Aglomerações no Carnaval favorecem conjuntivite | Boqnews
Aglomerações no Carnaval favorecem conjuntivite
Carnaval é época de aglomerações e com elas cresce o risco de propagação da conjuntivite. "Nesse feriado, em especial, as pessoas viajam e se reúnem em grandes eventos, comportamentos que podem alastrar a inflamação da conjuntiva - membrana que reveste o globo ocular e o interior das pálpebras”, explica o professor doutor em Oftalmologia, Marcello Colombo Barboza, também diretor do Hospital Oftalmológico Visão Laser, em Santos.

Cuidados simples, no entanto, se mostram eficientes na prevenção e garantem uma folia sem maiores problemas. Os principais são: lavar bem as mãos, não coçar os olhos e não ter contato com pessoas infectadas. Vale lembrar que os sintomas da conjuntivite são: olhos vermelhos, irritados e com secreção. Quem apresentá-los deve evitar banhos de mar e de piscina, que podem transmitir a doença para outros. Ela também pode ser transmitida no aperto de mão, por exemplo.

Em geral, a conjuntivite ataca os dois olhos e dura de uma semana a quinze dias. Não costuma deixar sequelas, porém, recomenda-se procurar um especialista para diagnosticar o tipo de conjuntivite, que pode ser viral, bacterial, química e alérgica. Ao apresentar os sintomas, a recomendação dos especialistas é procurar um oftalmologista, separar objetos de uso pessoal, como toalhas e fronhas, e, em hipótese alguma, automedicar-se.

Espuma de Carnaval
Produto bastante usado para brincadeiras em bailes e bandas, a Espuma de Carnaval deve ter atenção de seus usuários. Em contato com os olhos, provoca irritações. Caso isso ocorra, Marcello Colombo Barboza recomenda lavar abundantemente os olhos com água corrente. “Essa medida costuma ser suficiente para evitar maiores problemas”.

Mas, se a sensação de incômodo persistir, procure um oftalmologista ou o pronto-socorro. “O contato da espuma com os olhos pode causar também conjuntivite química e queimadura ocular. De forma alguma, use colírios sem prescrição médica”.

A conjuntivite química não é contagiosa, porém, precisa de tratamento, já que traz, além dos sintomas de olhos vermelhos e lacrimejantes, sensação de areia e aversão à luz. O tratamento consiste na limpeza da área afetada para a retirada da secreção resultante da inflamação.

Rótulos
Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), os rótulos das espumas de Carnaval devem trazer frases obrigatórios de advertência sobre os cuidados de uso e manuseio do produto, como: “Cuidado! Inflamável. Cuidado! Perigosa sua ingestão. Não inale. Não exponha a temperatura superior a 50 graus. Em caso de contato com os olhos ou pele, lave imediatamente com água em abundância. Em caso de ingestão, não provoque vômito e consulte imediatamente o Centro de Intoxicações ou o médico, levando o rótulo do produto”.
26 de fevereiro de 2014

Aglomerações no Carnaval favorecem conjuntivite

Carnaval é época de aglomerações e com elas cresce o risco de propagação da conjuntivite. “Nesse feriado, em especial, as pessoas viajam e se reúnem em grandes eventos, comportamentos que podem alastrar a inflamação da conjuntiva – membrana que reveste o globo ocular e o interior das pálpebras”, explica o professor doutor em Oftalmologia, Marcello Colombo Barboza, também diretor do Hospital Oftalmológico Visão Laser, em Santos.
Cuidados simples, no entanto, se mostram eficientes na prevenção e garantem uma folia sem maiores problemas. Os principais são: lavar bem as mãos, não coçar os olhos e não ter contato com pessoas infectadas. Vale lembrar que os sintomas da conjuntivite são: olhos vermelhos, irritados e com secreção. Quem apresentá-los deve evitar banhos de mar e de piscina, que podem transmitir a doença para outros. Ela também pode ser transmitida no aperto de mão, por exemplo.
Em geral, a conjuntivite ataca os dois olhos e dura de uma semana a quinze dias. Não costuma deixar sequelas, porém, recomenda-se procurar um especialista para diagnosticar o tipo de conjuntivite, que pode ser viral, bacterial, química e alérgica. Ao apresentar os sintomas, a recomendação dos especialistas é procurar um oftalmologista, separar objetos de uso pessoal, como toalhas e fronhas, e, em hipótese alguma, automedicar-se.
Espuma de Carnaval
Produto bastante usado para brincadeiras em bailes e bandas, a Espuma de Carnaval deve ter atenção de seus usuários. Em contato com os olhos, provoca irritações. Caso isso ocorra, Marcello Colombo Barboza recomenda lavar abundantemente os olhos com água corrente. “Essa medida costuma ser suficiente para evitar maiores problemas”.
Mas, se a sensação de incômodo persistir, procure um oftalmologista ou o pronto-socorro. “O contato da espuma com os olhos pode causar também conjuntivite química e queimadura ocular. De forma alguma, use colírios sem prescrição médica”.
A conjuntivite química não é contagiosa, porém, precisa de tratamento, já que traz, além dos sintomas de olhos vermelhos e lacrimejantes, sensação de areia e aversão à luz. O tratamento consiste na limpeza da área afetada para a retirada da secreção resultante da inflamação.
Rótulos
Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), os rótulos das espumas de Carnaval devem trazer frases obrigatórios de advertência sobre os cuidados de uso e manuseio do produto, como: “Cuidado! Inflamável. Cuidado! Perigosa sua ingestão. Não inale. Não exponha a temperatura superior a 50 graus. Em caso de contato com os olhos ou pele, lave imediatamente com água em abundância. Em caso de ingestão, não provoque vômito e consulte imediatamente o Centro de Intoxicações ou o médico, levando o rótulo do produto”.
Da Redação
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