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Boca Saudável

Uma das principais conseqüências do mau hálito está ligada a aspectos sociais. Há uma exclusão de quem a possui e…

31 de março de 2008 - 06:27

Da Redação

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Uma das principais conseqüências do mau hálito está ligada a aspectos sociais. Há uma exclusão de quem a possui e quando se tem consciência do problema há uma auto-exclusão. Conhecida como halitose é caracterizada pela liberação de odores desagradáveis sentidos principalmente quando se tem uma conversa mais próxima. Ela pode ser transitória ou permanente. Diferente do que muitos pensam, a porta de entrada para tratar deste tipo de problema é o consultório dentário.
Existem várias causas do mau hálito até a existência de outras doenças que a desencadeiam. No entanto, a forma mais comum é a má higiene oral. “Normalmente, a origem da halitose está na boca, causada pela saburra lingual, que deixa a língua da pessoa esbranquiçada e é fácil de identificar. Outra forma comum é a inflamação da gengiva, onde sai uma secreção de pus continuada”, afirma o periodontista Ricardo Peres Júnior.
Em alguns consultórios são apresentados questionários aos pacientes que chegam com este tipo de queixa, mostrando algumas das características que levam a desenvolver a doença. São elas: fumar, redução do fluxo salivar, muitas horas sem se alimentar e até desvio do séptico nasal.
De acordo com ele, em alguns casos é preciso estabelecer uma equipe multifuncional para tratar do problema. “Algumas outras doenças como a diabetes podem desencadear este tipo de disfunção. Nestes casos, são montadas essas equipes para identificar a melhor forma de tratar o mau hálito, que pode estar relacionada a uma melhor alimentação em conjunto com outras ações como uma melhor higienização”, destaca.
A identificação do problema nem sempre é fácil, pela vergonha que as pessoas têm em procurar ajuda. “A halitose causa uma limitação social. A pessoa fica mais retraída e se priva do convívio com os demais colegas. Pode também causar dificuldades de relacionamento no meio profissional e, desta forma,  a própria pessoa se exclui para evitar que se sinta ofendido nestes contatos”, avalia.
Os problemas sistêmicos, segundo Peres, são muito raros de acontecerem. As formas mais comuns são as transitórias, que podem ser tratadas com a melhora da higiene bucal. “Além da escovação adequada alguns equipamentos, como raspadores especiais prescritos pelos dentistas, podem auxiliar na limpeza da língua. Sem esquecer da esco-vação e uso do fio dental para a retirada dos restos de alimentos”, diz.

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