Casos de Mpox reacendem alerta: Confira cuidados, sintomas e formas de prevenção | Boqnews
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Saúde

27 DE FEVEREIRO DE 2026

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Casos de Mpox reacendem alerta: Confira cuidados, sintomas e formas de prevenção

Com novos casos registrados no Brasil – especialmente em São Paulo -, autoridades mantêm monitoramento do vírus

Por: Da Redação

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Após voltar a registrar casos no Estado de São Paulo, a Mpox mantém as autoridades de saúde em alerta e sob monitoramento. Mas, afinal, há motivo para preocupação? Assim como existe algum risco de uma nova onda ou até mesmo de uma pandemia? Desse modo, é importante saber do que se trata o vírus, quais os cuidados e as formas de prevenção. Portanto, vale mencionar que neste ano, o Brasil registrou 90 casos confirmados, sendo 63 em São Paulo.

 

Cenário

Segundo o médico infectologista e ex-secretário de saúde de Guarujá, Fábio Mesquita, que trabalhou por anos na Organização Mundial de Saúde, para analisar se devemos nos preocupar com uma nova onda ou até pandemia, basta olhar os dados dos Boletins Epidemiológicos do Ministério da Saúde.

“Em 2022, no auge da crise, a partir do dia 7 de junho (primeiro caso no Brasil), nós tivemos em quase 7 meses 15 mil casos. Em 2023, ela não desapareceu e tivemos cerca de 1500 casos (quase 10% do que ocorreu em 2022). Assim, repetiu a tendência de cerca de 1500 em 2024 e agora em 2025 tivemos pouco mais de 80 casos até o momento. Penso que há uma preocupação nacional com a Mpox. Mas, é importante ressaltar que os casos ainda são bastante limitados, e não chegam nem a caracterizar um surto neste momento”.  Ocorreram 16 mortes pela doença até o momento.

 

Sintomas

Segundo o médico, os sintomas e sinais mais comuns são: gânglios inchados (antes da erupção cutânea), feridas na pele (erupções cutâneas), dor de cabeça, dor nas costas, dores no corpo, calafrios, febre e cansaço. O período de incubação varia entre 5 a 21 dias, sendo o mais comum entre 6 e 13 dias.

Portanto, para se recuperar do vírus, são cerca de 2 a 4 semanas, e a maioria dos casos é leve, sendo excepcionais os casos graves e com morte associada, normalmente em pessoas que já têm algum tipo de imuno deficiência (tipo HIV não tratado, gestação, etc).

 

Transmissão

Desse modo, a principal forma de transmissão do vírus ocorre com o contato muito próximo. Portanto, que pode incluir compartilhamento de copos ou talheres, sendo o contato sexual uma das formas de transmissão mais comuns, mas não a única. O ideal em qualquer caso diagnosticado é o isolamento pelo período de pelo menos duas semanas, com o idealmente quatro semanas. Este isolamento pode ser dentro de casa, se possível, e em casos leves.

 

Contágio

Sobre os cuidados no dia a dia para reduzir o risco de contágio, o médico informa que deve haver muita atenção aos sinais e sintomas descritos. Além de buscar o diagnóstico e cuidados com os contactantes.

Além disso, um ponto importante é saber se pacientes que tiveram Mpox podem ser infectados novamente. “Principalmente em função do potencial de mutação dos vírus é possível a reinfecção. Estes estudos são recentes, mas hoje se acredita que a imunidade para quem contraiu dure cerca de 2 anos”, comunica o especialista. A testagem e o isolamento dos casos é fundamental, pois esta é a estratégia chave para controlar a disseminação deste vírus.

 

Municípios

Dessa maneira, o especialista também analisa se os municípios estão preparados para identificar, monitorar e conter novos casos da doença. “O exame de PCR é feito pelo Instituto Adolfo Lutz que tem os kits e a tecnologia e apoia os municípios do Estado de São Paulo, incluindo os nove da Baixada Santista. Ademais, todos os laboratórios que servem estes municípios têm o aparelho para fazer o PCR (por conta dos testes de HIV e Hepatites Virais principalmente), e no caso de uma crise podem mobilizar os equipamentos para tanto (como foi feito na pandemia da Covid 19)”.

Assim, ele menciona que a vacina utilizada para proteger contra a Mpox é a Jynneos (também conhecida como Imvanex ou MVA-BN). Ela foi regulamentada emergencialmente pela ANVISA em 2022 e renovada a autorização emergencial em 2024, mas os critérios de uso são muito limitados pelo SUS para as pessoas vivendo com o HIV e ao pessoal que trabalham em laboratórios que vão manipular o vírus.

 

Estado de SP

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) informou que monitora de forma contínua o cenário epidemiológico da Mpox no estado. Assim como, mantém articulação permanente com as secretarias municipais de saúde e com a rede assistencial.

Os serviços de saúde realizam a identificação precoce, a notificação e a investigação de casos suspeitos, com testagem e acompanhamento clínico. Além do rastreamento e monitoramento de contactantes, conforme protocolos técnicos.

No âmbito estadual, a secretaria coordena, apoia e consolida as ações de vigilância e resposta, visando assegurar rapidez na detecção e conter qualquer sinal de transmissão ampliada. Conforme dados do painel de monitoramento da Pasta, disponíveis em nies.saude.sp.gov.br/ses/publico/mpox, no ano passado, em janeiro foram registrados 79 casos e em fevereiro 47 casos, totalizando 126 casos nos dois primeiros meses do ano.

Já segundo dados do painel epidemiológico do Ministério da Saúde, o Estado de SP registrou 63 casos até o momento.

 

Baixada Santista

Segundo a prefeitura de Santos, foram registrados 2 casos de Mpox em 2025 e 2 casos em 2026. Ambos pacientes de 2026 tiveram boa evolução ao tratamento e estão curados, e até o momento não há novos casos confirmados. Já a prefeitura de Praia Grande comunicou que foram registrados 3 casos em 2025 e nenhum até o momento. A Prefeitura de Guarujá informa que em 2025 foram registrados dois casos confirmados. Em 2026 não há casos confirmados.

A Prefeitura de São Vicente, por meio da Secretaria da Saúde (Sesau), informa que em 2025 foi confirmado um caso de Mpox. Neste ano, nenhum caso foi constatado. A Secretaria de Saúde de Itanhaém informa que, até o momento, não houve casos de Mpox no município. Além disso, a prefeitura de Mongaguá informou que em 2025, foi registrado 1 caso confirmado de Mpox no município, de uma paciente imunossuprimida. Já na quinta-feira (26), tiveram dois casos suspeitos notificados. Além disso, Bertioga, Cubatão e Peruíbe não tiveram casos nem em 2025 e 2026.

 

Porto de Santos

Segundo a Autoridade Portuária de Santos (APS), não houve registro de Mpox no Porto de Santos, nem neste ano nem no ano passado. A APS conta com um setor específico de Vigilância em Saúde, que monitora as ocorrências de doenças entre os trabalhadores do Porto de Santos e, principalmente, entre os tripulantes, uma vez que, como porta de entrada do País, o trânsito contínuo de pessoas de diferentes partes do mundo o torna um ponto estratégico para a detecção precoce e a resposta a eventos de saúde pública de interesse global.

O Porto de Santos conta com um Plano de Contingência – módulo Saúde Pública, aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a autoridade responsável pelas questões de saúde humana no Porto de Santos.

O PCPS prevê, em casos de emergência de saúde pública, a criação de uma estrutura organizacional de resposta (EOR), na qual estejam representados, além da APS e da Anvisa, as forças armadas, Corpo de Bombeiros, Defesas Civis do estado e das prefeituras da região – além de suas secretarias de Saúde -, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), terminais e outras instituições.

O Porto de Santos é referência em atendimento a situações que demandem o emprego urgente de medidas de prevenção, controle e contenção de riscos, danos e agravos à saúde pública. Em 2021, a APS recebeu o prêmio AAPA-CIP Port Industry Award of Excellence, pelo destaque de sua atuação durante a pandemia da covid-19, reconhecida por implementar protocolos de segurança internacionais e nacionais para o bem-estar de seus trabalhadores, executando procedimentos inovadores para evitar o contágio e ainda mantendo suas operações competitivas.

 

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