Outubro rosa

Micropigmentação nas mamas ajuda na autoestima

Semelhante a uma tatuagem, a micropigmentação cria uma ilusão de ótica que simula o efeito de projeção dos mamilos

23 de outubro de 2015 - 10:11

Da Redação

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O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum no Brasil e no mundo, ficando atrás apenas do melanoma. Por ano, são registrados cerca de 57 mil novos casos da doença no país. Sua incidência aumenta após os 35 anos de idade, sendo necessário fazer exames periódicos para que a doença seja detectada em estágio inicial. Alguns tipos evoluem de forma rápida, outros não. Felizmente, a maioria dos casos tem bom prognóstico, deixando a mulher completamente curada.

Com o câncer, boa parte das vítimas precisa se submeter a uma mastectomia, cirurgia de retirada da mama. Em 2013, foi sancionada a Lei nº 12.802, que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a realizar cirurgia plástica reparadora nessas mulheres. Desde que as condições da paciente sejam favoráveis, as duas cirurgias – retirada e reconstrução – são feitas de uma só vez. O procedimento valoriza a feminilidade da mulher.

Contudo, durante o procedimento muitas mulheres perdem também a aréola e o mamilo. Há no mercado uma espécie de adesivo que imita essa parte do corpo, mas essa não é uma das alternativas preferidas. Uma das técnicas que mais vem se popularizando é a de micropigmentação, que é realizada fora do ambiente hospitalar. Semelhante a uma tatuagem, ela cria uma ilusão de ótica que simula o efeito de projeção dos mamilos. “Fica perfeito! Só dá para perceber que é um desenho quando se toca”, revela a sócia-fundadora da Clínica Rafaela Camargo, Rafaela Camargo, .

O dermógrafo, aparelho usado para colorir a pele, tem metade da rotação de um equipamento de tatuagem e, por esse motivo, não causa dor, já que atinge apenas as camadas mais superficiais da pele. Não é necessário o uso de anestesia geral e o índice de complicações é muito baixo. O procedimento tem durabilidade de aproximadamente dois anos, mas por ser uma região que não sofre muito com a influência dos raios solares, a durabilidade é prolongada.

Para a micropigmentadora, trabalhar com a técnica em mulheres que enfrentaram o câncer é extremamente recompensador. “Precisamos levar em consideração que essa mulher já passou por muitas dificuldades e venceu cada uma delas. Nosso papel não é o de simplesmente desenhar o mamilo, mas sim o de reconstruir sua autoestima”, alega. A aplicação da técnica demora em torno de 1 hora e meia, mas o sorriso das mulheres costuma ser bem mais duradouro.

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