Sobrevida

Tempo de vida de pessoas com HIV mais que dobra no Brasil

Antes de o Ministério da Saúde ofertar o tratamento universal aos portadores de HIV, em 1996, a estimativa de sobrevida era de 5 anos. Em pacientes diagnosticados entre 2003 e 2007, tempo foi superior a 12 anos

28 de maio de 2019 - 16:47

Agência Brasil

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O tempo de sobrevida de pacientes com HIV mais que dobrou após o Brasil começar adotar políticas públicas de combate à doença.

Informação é de estudo divulgado hoje (28) pelo Ministério da Saúde.

Segundo ele, 70% dos pacientes adultos e 87% das crianças diagnosticadas entre 2003 e 2007 tiveram sobrevida superior a 12 anos.

No entanto, em 1996, antes de o ministério ofertar o tratamento universal aos pacientes com HIV, a sobrevida era estimada em cerca de cinco anos.

O estudo pesquisou 112.103 pacientes adultos e 2.616 crianças de todo o país, entre 2003 e 2007.

Desse total, 70% dos adultos (77.659) e 87% (2.289) das crianças permaneciam vivos. Isso até o fechamento dos dados para o estudo, em 2014.

Dos adultos que foram a óbito, 27.147 morreram em decorrência da aids e 7.297 por outras causas não relacionadas à doença.

Entre as crianças, 280 morreram em decorrência da aids e 47 de outras causas.

Para o resultado, a pesquisa levou em consideração outros fatores, além do tempo de vida entre o diagnóstico e o óbito.

Foi considerada a taxa de mortalidade de aids no período, análises estatísticas e modelos de riscos.

No período do estudo, a taxa de mortalidade por aids em adultos teve queda de 89,1%. Por outro lado, em crianças, a redução foi de 88,8%.

Medicamento gratuito

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil foi um dos primeiros países – e o único, considerando sua dimensão populacional – a adotar a distribuição gratuita dos medicamentos para a aids no sistema público de saúde.

Iniciativa ocorreu em 1996.

Além do tratamento das pessoas diagnosticadas, o ministério faz também ações de prevenção.

Há a distribuição de preservativos masculinos e femininos. Além disso, são realizadas ações educativas e ampliação do acesso a novas tecnologias.

A profilaxia pós-exposição e a profilaxia pré-exposição são exemplos.

Atualmente, estima-se que 866 mil pessoas vivam com o vírus HIV no Brasil. Dessa forma, a epidemia no país é considerada estabilizada, de acordo com o Ministério da Saúde.

O Estudo de Abrangência Nacional de Sobrevida e Mortalidade de Pacientes com Aids no Brasil foi financiado pelo ministério. Além disso, foi realizado por especialistas de instituições de saúde e universidades de São Paulo.