Alerta geral
Encontro realizado nesta terça-feira (22) entre secretários e representantes da área da Saúde da Baixada Santista, no Sest/Senat, em São Vicente, revela uma situação preocupante no setor em relação à dengue. Neste ano, cinco mortes foram confirmadas em relação à doença e 14 estão sob investigação na região. Outros 20 casos com graves complicações estão sendo analisados se decorrem de complicações provocadas pelo mosquito ou não. A situação das mortes é semelhante. O cidadão procura o posto médico, é atendido, mas volta para casa sem solução. Retorna outra vez e só na terceira, em situação crônica dá entrada no hospital. Aí, com as plaquetas abaixo de 50 mil, está a um passo da morte.
Vale lembrar, porém, os números devem ser bem maiores em razão das discrepâncias entre as informações transmitidas pelos municípios para a Diretoria Regional de Saúde, responsável em reunir as informações regionais. A falta de comunicação entre as partes parece algo evidente, conforme pode ser constatado na reunião.
O tipo de dengue que tem predominado é a do tipo 2, porém no interior paulista, especialmente nas regiões norte e nordeste, a predominância é do tipo 1. Como a Baixada Santista é uma área de grande fluxo há um risco real do aparecimento futuro de casos do tipo 1, ampliando as dificuldades para a população.
O pior é que as discussões sobre ações práticas levarão em consideração o planejamento para 2011, pois, conforme um dos participantes do encontro, “2010 servirá apenas para tentar resolver o gargalo de assistência médica aos pacientes”. Guarujá lidera o número de casos. De 1º de janeiro até o dia 22, foram 1.704 amostras, sendo que em 80% deles os resultados são positivos.