Febre Maculosa: saiba mais sobre as principais medidas de combate e prevenção | Boqnews
Foto: Prefeitura de Jundiaí

Saúde

18 DE JUNHO DE 2023

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Febre Maculosa: saiba mais sobre as principais medidas de combate e prevenção

Doença causada por bactéria é transmitida por picada de carrapato; sintomas são febre alta, dores e manchas avermelhadas no corpo

Por: Da Redação

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Diante dos recentes casos de febre maculosa registrados no estado, o Governo de São Paulo orienta a população sobre os sintomas e as ações sobre como lidar em casos suspeitos da doença.

Sendo assim, até a tarde da última quinta-feira (15), houve o registro, em 2023, 17 casos de febre maculosa no estado e oito óbitos.

Desse modo, incluindo os quatro confirmados desde segunda-feira (12) cujos pacientes estiveram no mesmo evento, na Fazenda Santa Margarida, na região de Campinas.

Em 2022, houve o registro de 63 casos, com 44 óbitos confirmados. Já em 2021, foram 87 casos e 48 óbitos.

O que é a febre maculosa?

A febre maculosa, também conhecida como doença do carrapato, é uma infecção febril de gravidade variável.

Dessa maneira, a doença é causada por uma bactéria do gênero Rickettsia, transmitida principalmente pela picada do carrapato-estrela, comum na região do Cerrado e em áreas degradadas da Mata Atlântica. A presença do transmissor é mais recorrente em beira de rios.

Contudo, a transmissão não ocorre de pessoa para pessoa.

A infecção acontece após o carrapato ficar fixado na pele do paciente por ao menos quatro horas.

O período de incubação – intervalo entre a data do primeiro contato com a bactéria até o início dos sintomas – da febre maculosa é de 2 a 14 dias.

Portanto, é importante considerar as exposições que ocorreram nos últimos 15 dias antecedentes ao início de sintomas.

Principais sintomas

Os principais sintomas da doença são: febre alta e súbita, dor de cabeça, abdominal e muscular e manchas avermelhadas no corpo.

Todavia, também podem haver erupções no local da picada do carrapato.

A atual época demanda maior atenção, já que, entre junho e novembro, a infestação ambiental por ninfas de carrapato-estrela é alta (o ciclo de vida do carrapato inclui as seguintes fases: ovo – larva – ninfa e adulto).

O que fazer?

Ao notar os sintomas, procure atendimento médico imediatamente.

Dessa forma, o paciente também deve informar ao médico caso esteve na região afetada pelo recente surto. O tratamento imediato com antibióticos é recomendado para evitar o agravamento do quadro.

“Ao se aventurar em regiões de mata e cachoeira, é importante estar ciente que estamos no período de reprodução do carrapato estrela, ocorrendo o risco de transmissão da Febre Maculosa através de sua picada. Caso em até 15 dias após este deslocamento, você apresente sintomas deve procurar atendimento médico o mais rápido possível”, afirma Tatiana Lang, Diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo.

Prevenção

Embora a Febre Maculosa seja grave e com alta letalidade, é possível reduzir significativamente o risco de contrair a doença.

Verificar com frequência se há algum carrapato preso ao seu corpo, usar roupas claras com manga longa, calça comprida e calçado fechado – especialmente para quem estiver em ambientes rurais – são algumas medidas efetivas para a proteção contra o carrapato transmissor. Também é importante evitar transitar em locais com mato alto. Repelentes também podem ser eficazes contra picadas de carrapatos.

Alerta

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo alerta para que as pessoas que estiveram na Fazenda Santa Margarida, na região de Campinas, no período de 27 de maio à 11 de junho e apresentarem febre e dor pelo corpo, dor cabeça ou manchas avermelhadas pelo corpo, procure atendimento médico imediatamente e informe ao médico que esteve na região.

É importante que todos que frequentaram a Fazenda fiquem atentos aos sintomas e comuniquem ao serviço médico. Essas informações são fundamentais para fazer um tratamento precoce e evitar o agravamento da doença.

Além da fazenda onde os eventos foram realizados, as regiões com maior frequência de casos são as de Campinas, Piracicaba, Assis e Sorocaba.

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