Brechó: a moda que é o maior barato!
Lívia Fernandes (*)
Tecidos nobres, estilo retrógrado, etiquetas de butiques famosas e peças originais de décadas passadas: Sim, ainda é possível ter um “armário” com todas essas características sem precisar pagar os preços abusivos que as lojas pedem. Basta dar uma volta em sua cidade que, provavelmente, você irá encontrar aquelas “lojinhas acanhadas” que todos nós conhecemos: os brechós!
Criado no século XIX, no Rio de Janeiro, por um mascate chamado Belchior (o nome brechó vem originalmente de Belchior), os brechós eram associados à falta de dinheiro e, por isso, não eram muito bem vistos pelos nobres da época. Porém, esses preceitos é preconceitos foram se diluindo ao longo do tempo e, hoje, é comum vermos pessoas de todas as classes sociais usando roupas de segunda-mão.
Mas não é difícil saber o porquê, já que é possível encontrar peças de marcas famosas que podem ser até cinco vezes mais baratas do que nas butiques, segundo Silvia Simões, dona do brechó Castelinho Magazine Retrô. No segmento há 15 anos, em seu brechó é possível encontrar marcas como Carmim, Le Lis Blanc, Opera Rock, entre outras. Além de acessórios, bolsas, sapatos, óculos de sol e roupas vintage.
Tudo selecionado sob o olhar crítico e aguçado de Silvia Simões e sua irmã, Julia Simões, que garantem a qualidade de suas peças.
A jornalista de Moda Thalita Peres diz que, para ir ao brechó, é preciso ir com paciência e tempo para garimpar. Silvia acrecenta ainda que, em bazares beneficentes, deve-se procurar com calma, “mas você vai encontrando boas peças muito em conta também. Só não dá para ter rinite” – brinca Silvia.
Além dos preços acessíveis, que são o carro-chefe desse tipo de loja, os consumidores de brechó vêem outras vantagens. Thalita diz que gosta de brechó para achar peças vintage: “Inclusive já achei um blazer Christian Dior e uma calça jeans Balmain.”
Serviço
Em Santos, os bazares beneficentes são comuns e, além de garimpar peças bacanas, o dinheiro das vendas é revertido para uma instituição de caridade. O mais famoso é o Bazar de Roupas Ismênia de Jesus, localizado à avenida Conselheiro Nébias, 393 – Encruzilhada – Santos. Funciona de 2a à 6a – 9h às 18h.
Já o brechó Castelinho Magazine Retrô encontra-se à rua Guaibê, 68 – Aparecida – em Santos. Funciona de 2a à 6a, das 14h às 20h e aos sábados, 10h às 18h.
(*) Aluna do curso de Jornalismo da Universidade Santa Cecília – Unisanta (Santos – SP).