Márcia Rosa pleiteia verba do Pronasci para sistema de monitoramento eletrônico
Como parte de um Plano Municipal de Segurança Pública, cuja implantação está sendo alvo de estudos em Cubatão, a prefeita de Cubatão, Marcia Rosa de Mendonça Silva (PT), esteve em Brasília, nos dias 8 e 9 de dezembro, para formalizar junto ao Ministério da Justiça pedido de recursos para viabilização de projeto de monitoramento por câmeras de vídeo, que poderá ser implantado na cidade com parte das verbas.
Foram solicitados R$ 5 milhões – vindos do Pronasci, programa do governo federal que destina recursos para ações e programas sociais voltados à prevenção e redução dos índices de violência.
O pedido já havia sido feito ao ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, em recente visita que fez a Cubatão. Na ocasião, Padilha se comprometeu a dar seguimento ao ofício e orientou a prefeita a protocolar o projeto em Brasília, para agilizar a liberação das verbas.
O projeto de monitoramento eletrônico prevê a instalação de equipamentos de vídeo em pontos estratégicos da região central e do Casqueiro, com objetivo de inibir a ação de marginais e, dessa maneira, contribuir para o reforço do combate à criminalidade.
Para que isto seja efetivamente levado a cabo, independente de onde virão os recursos, o plano de monitoramento já havia sido contemplado como prioridade no PPA e previsto no Orçamento de 2010, devendo ser ao menos em parte implementado já no próximo ano.
“Cubatão é cortada por estradas que levam aos demais municípios da região, estando, portanto, vulnerável à ação de marginais nas rodovias, sobretudo na temporada de verão”, explicou.
“Inclusive, um dos objetivos de nossa luta para elevar Cubatão à condição de Estância Turística é a Segurança Pública. Como estância, podemos discutir com o Estado em melhores condições, pois o efetivo também é calculado levando em consideração o fator turismo”, comentou.
Mas, conforme a Prefeita, segurança pública não se resume a isto. “Não é só uma questão policial – que, de maneira geral, só ataca o problema na ponta, reprimindo o crime – é, na visão do município, uma questão social. Para prevenir a violência e reduzir os riscos a que nossos jovens estão expostos, precisamos construir a cidadania, pois essa é a única arma eficaz contra os efeitos da criminalidade”, disse.
Mais: “A cidadania plena, o acesso aos bens comuns como emprego, moradia, educação, alimentação é a única forma de, não apenas combater a criminalidade, mas de proteger a sociedade de todas as formas de violência”, sentenciou.