Ponta pé financeiro
A prefeitura de Santos obteve R$ 6 milhões para a execução das obras de construção do Museu Pelé, a ser implementado nos antigos casarões do Valongo, no Centro Histórico da Cidade – região em processo de revitalização econômica e social.
Na última sexta-feira (21), no Rio de Janeiro, o prefeito João Paulo Tavares Papa participou da assinatura do contrato do apoio financeiro do BNDES – Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social ao projeto, em solenidade na sede da instituição financeira, que contou com a presença de Pelé.
Na oportunidade, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, destacou a importância de contribuir para a instalação do museu, que vai combinar restauração – dentro da Lei Rouanet – com o Programa de Apoio a Cidades Portuárias, desenvolvido pelo banco. Já o prefeito João Paulo Tavares Papa, enfatizou tratar-se de “obra de recuperação do patrimônio histórico e de perpertuação de um museu que há anos o Brasil aguarda”.
Pelé salientou os esforços da Prefeitura de Santos para a implementação do museu e disse que “a obra vai dignificar a Baixada Santista e trazer empregos e oportunidade para que as novas gerações tenham acesso ao acervo do Pelé”.
O presidente da Ama Brasil (oscip encarregada da captação de recursos para o projeto), José Luiz Aranha Moura, também esteve no Rio de Janeiro, para a assinatura do documento.
O Museu Pelé terá em seu acervo objetos e documentos conservados pelo melhor jogador de futebol de todos os tempos durante a sua trajetória de sucesso. Além de representar importante atração turística do Município – e uma das principais do país –, significará a solução para as ruínas dos seculares casarões do Valongo, que já foram sede da Prefeitura e Câmara.
A instalação do museu no local permitirá ainda a sua integração ao complexo turístico, náutico, cultural e empresarial Porto Valongo Santos, a ser instalado no cais histórico.
Disputado por cidades do mundo todo, o acervo do Museu Pelé foi oficialmente garantido a Santos em maio de 2008, em solenidade realizada defronte do imóvel, que será restaurado para receber os objetos pessoais, fotos, filmes, troféus e material impresso do esportista.
A cerimônia teve a presença do governador José Serra, do próprio Pelé e do prefeito João Paulo Tavares Papa. Na ocasião, Pelé entregou à prefeitura uma escritura pública de domínio para catalogação do seu acervo. A criação do museu foi também formalizada durante a cerimônia, por meio de um protocolo de intenções assinado pelo governador e pelo prefeito.
Imóvel
O imóvel, de 1865, foi sede da Câmara e prefeitura. O desgaste do tempo e alguns incêndios destruíram suas paredes internas e cobertura, mas as fachadas estão preservadas, e serão totalmente restauradas em suas características originais, conforme o projeto idealizado pela administração municipal. Internamente, está previsto um espaço moderno, amplo e iluminado, onde o público poderá conhecer a trajetória de Pelé.
O primeiro passo para a concretização do projeto foi dado no final de 2006, com a edição de decreto, pelo governo do Estado, de permissão de uso do antigo casarão pelo município de Santos. A cessão definitiva do imóvel foi oficializada em janeiro de 2008, mediante lei estadual.
Até o momento, a prefeitura já obteve autorização para instalação do projeto junto aos órgãos de proteção, em todas as instâncias: Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) e Condepasa (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos). O casarão é tombado como patrimônio histórico desde 1983.
Museu
O museu terá três blocos interligados. No central, com 550m², ficará a entrada e espaço para lojas, café e sanitários. Exposições temporárias, um auditório de 80 lugares, em forma de esfera e o setor administrativo compõem os 1.405 m² do bloco 1. Já o bloco 2, formado por uma área de 1.232m², abrigará o acervo de Pelé.
Captação
Orçada em R$ 19.937.601,72, a intervenção está recebendo recursos da iniciativa privada por meio da Lei Rouanet (de Incentivo à Cultura), que prevê desconto no imposto de renda dos valores doados.
A captação está a cargo da Oscip Ama Brasil (Organização de Desenvolvimento Cultural e Preservação Ambiental), que também foi responsável pela restauração do Teatro Guarany, no Centro Histórico da Cidade.
Tal captação foi aprovada pelo Ministério da Cultura em 30 de setembro de 2008, mediante portaria publicada no Diário Oficial da União. Desde então, a Oscip já arrecadou R$ 800 mil da empresa Fosfertil e R$1 milhão da MRS Logística.