Panorama Regional
Fernando De Maria

Hora de trabalhar

04 de fevereiro de 2011 - 23:34

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Passadas as férias de janeiro, os legislativos começam suas atividades. No Congresso, cujos trabalhos já iniciaram, novas caras e o tradicional destaque para os eleitos que chamam a atenção do público, como Tiririca, o campeão de votos, e o ex-jogador Romário, eleito pelo PSB carioca.
Passada a euforia inicial e com os proventos reforçados nas respectivas contas bancárias, chega a hora de trabalhar. Mas é aí que mora o perigo: boa parte dos eleitos está mais preocupada em aparecer na foto e em frente às câmeras de TVs do que efetivamente fazer jus aos votos obtidos. Basta ver, ao final de cada mandato, a pífia produtividade de parcela considerável dos parlamentares. E o pior: boa parte do eleitorado nem lembra mais em quem votou em outubro passado.
Na Assembleia paulista, os eleitos tomam posse em março, mas a situação  não difere. Além disso, como a mídia dá mais ênfase aos episódios de Brasília do que em São Paulo, há um relativo sossego no acompanhamento dos trabalhos dos eleitos.
Em âmbito local, não ocorreram alterações no mandato, com exceção da chegada dos novos presidentes do Legislativo. Em Santos, Manoel Constantino substitui Marcus de Rosis, ambos do PMDB, mesmo partido do prefeito Papa.
Neófito no cargo, Constantino deverá navegar por mares tranquilos em 2011, mas a situação irá se complicar a partir de 2012, ano de sucessão. No seu justo papel, a oposição colocará empecilhos para aprovação de projetos da administração e – dependendo do panorama político – atuais membros da situação podem mudar de lado de olho nas eleições municipais, em busca de cargos eletivos ou não.
Por isso, três assuntos devem ser priorizados pelos edis para não perdermos o bonde da história e os resultados não serem desastrosos para a Cidade. Um deles trata sobre mudanças na legislação da área ambiental, que devem preparar este último reduto do Município para o futuro cada vez mais presente, com a expansão de atividades portuárias e retroportuárias.
O segundo trata das alterações previstas para as publicidades de rua e fachadas de imóveis, de forma a diminuir a poluição visual e os abusos que ocorrem pelas ruas. O projeto está na Câmara desde abril do ano passado e caminha a passos de tartaruga. Por quê?
Por fim, cuja pressão será grande, há a revisão do Plano Diretor, enviado  no final do ano passado pelo Executivo, após dois anos de discussões. A proposta prevê a redução da área a ser construída, o que está provocando uma correria das construtoras para aprovação de projetos que se beneficiarem da lei atual, sem restrições. Assim, ocorre a natural supervalori-zação dos poucos terrenos existentes. Além disso, alteram a paisagem geográfica da Cidade, deixando um ônus futuro para seus habitantes.
Portanto, edis, ao trabalho!