No próximo domingo (8), o movimento de mulheres da Baixada Santista realizará ato unificado 8 de março de 2026.
Sendo assim, sob o lema “Nos queremos vivas! Pelo fim do machismo, do racismo e do imperialismo”, a manifestação terá concentração às 9h na Praça das Bandeiras (Gonzaga), seguida de caminhada às 10h.
Pautas centrais
O protesto ocorre em um cenário alarmante. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025 apontam que o Brasil registra 240 estupros diários e quase 1.500 feminicídios anuais, mantendo o país em 5º lugar no ranking mundial de assassinatos de mulheres e no 1º lugar em assassinatos de pessoas trans.
O movimento denuncia que a violência atinge de forma desproporcional as mulheres pobres e pretas, que enfrentam o sucateamento de abrigos na região e o impacto do arcabouço fiscal federal sobre as políticas sociais.
Entre as reivindicações estão o fim da escala 6×1, a revogação das reformas trabalhista e previdenciária, e o direito ao aborto público e seguro como pauta de justiça reprodutiva.
O manifesto também se posiciona contra a militarização na Baixada Santista e as intervenções imperialistas na América Latina e no mundo.
Entre as principais reivindicações do ato estão:
Combate à Violência: Fim do feminicídio e da violência sexual.
Direitos Trabalhistas: Fim da escala 6×1 e revogação das reformas trabalhista e previdenciária.
Serviços Públicos: Contra a privatização e os cortes de verbas em abrigos e centros de acolhimento, exacerbados pelas gestões de direita na região e pelo arcabouço fiscal em nível federal.
Justiça Reprodutiva: Defesa do aborto público, seguro e gratuito, e o direito à criação digna dos filhos, sem a violência do Estado.
Denúncia contra a Militarização
O manifesto do 8 de março de 2026 também destaca a violência estatal na Baixada Santista, citando a impunidade em casos como o do menino Ryan (morto em 2024), e a política de segurança pública de caráter eleitoreiro do governo estadual.
No âmbito internacional, o ato se solidariza com as mulheres da Palestina e da América Latina, posicionando-se contra a intervenção imperialista e a militarização de territórios.
“O machismo serve à elite para dividir a classe trabalhadora. Nossa luta é anticapitalista e antirracista, pois entendemos que a libertação das mulheres só será possível com a transformação profunda da sociedade”, afirma a organização do movimento.
A atividade é organizada por diversas representações do movimento de mulheres e dos movimentos sociais, reunidas na Frente Feminista Baixada Santista.
Programação e Intervenções Artísticas
O ato deste ano contará com uma programação diversificada que une denúncia e arte. Para garantir a participação de mães e cuidadoras, haverá um espaço dedicado às crianças durante a concentração. Entre as atividades confirmadas estão:
Apresentação do Baque Mulher Santos: Trazendo a força do maracatu para as ruas.
Performance de Impacto: Uma instalação com sapatos simbolizando as vítimas de feminicídio e violência de gênero.
Intervenções Culturais: Roda de Capoeira, Bateria Repicapau da Unifesp e apresentação do grupo de Teatro do Oprimido.
Agitação e Propaganda: Leitura de jogral coletivo e exibição de cartazes com palavras de ordem contra o feminicídio e a precarização da vida.
Onde fica?
Ato unificado 8 de março 2026 – Baixada Santista.
Quando: 8 de março de 2026 (domingo).
Horário: Concentração às 9h (com espaço infantil) | Caminhada às 10h.
Onde: Praça das Bandeiras, Gonzaga – Santos/SP.
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