Atenção: jovens que querem votar têm até o dia 4 de maio para tirar o título | Boqnews
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Eleições

22 DE ABRIL DE 2022

Atenção: jovens que querem votar têm até o dia 4 de maio para tirar o título

850 mil jovens tiraram o título de eleitor até o dia 21 de março, conforme dados do TSE

Por: João Pedro Bezerra

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Quem ainda não regularizou o título de eleitor para votar nas eleições deste ano tem pouco tempo para realizar o procedimento. Conforme o calendário eleitoral divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o prazo final para solicitar ou transferir o título de eleitor se encerra no dia 4 de maio. Vale destacar que o eleitor terá cinco votos nas eleições de 2022: presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. O primeiro turno da eleição vai acontecer no dia 2 de outubro e o segundo no dia 29 do mesmo mês. Importante frisar que a solicitação do título pode ser realizada pela internet.

Para isso, o eleitor deve acessar o site tse.jus.br e clicar na aba título eleitoral e acessar o espaço ‘tire seu título’. Dessa forma, a pessoa deve iniciar o atendimento remoto. Logicamente que é preciso enviar o anexo dos documentos oficiais, além de fornecer os dados pessoais. A transferência do título também pode ser realizada de forma online.

Jovens

Neste momento, a atenção está voltada para os jovens de 16 e 17 anos que podem exercer o papel democrático, contudo o voto para este público ainda não é obrigatório. É preciso pontuar que as pessoas com 15 anos e completarão aniversário até o primeiro turno da eleição também podem votar.

De acordo com números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 850 mil jovens tiraram o título de eleitor até o dia 21 de março. Importante frisar que houve uma mobilização da própria Justiça Eleitoral e de artistas e influenciadores pelas redes sociais que contribuíram para alavancar o número, haja visto que no início de ano, a procura pelo título entre os jovens era baixa.

A mobilização começou a surtir efeito e o número cresceu, porém ainda longe dos anos anteriores.

Na eleição de 2018, 1,4 milhão de jovens tinha o título de eleitor. Dois anos antes, o número era de 2,3 milhões.
Acesso à informação

De acordo com o cientista político, Rafael Moreira, as campanhas para a conscientização da importância do voto entre os jovens têm surtido efeito nas últimas semanas. Além disso, ele explicou que o acesso à informação de uma maneira geral, pela internet, televisão ou jornais faz com que o jovem tenha noção do papel democrático, além dos prazos eleitorais.

Diferença de votos

Muitas pessoas ainda tem o pensamento que um voto não faz diferença, o que está errado. Prova disso, ocorreu na última eleição para o Governo do Estado de São Paulo, quando João Doria (PSDB) derrotou Márcio França (PSB) por uma pequena diferença de votos. Na cidade de Santos, por exemplo, Márcio França venceu por 17 votos de diferença.

A cientista política Clara Versiani explica que no caso de uma eleição que vai demonstrando uma polarização, conforme a divulgação das últimas pesquisas, onde há dois favoritos para a Presidência da República, todo voto é preponderante, sobretudo dos mais jovens. “Todo voto não obrigatório fará muita diferença. Assim, os candidatos estão atentos nestes eleitores, estudando a preferência deste público. É preciso ressaltar que as pesquisas refletem uma tendência, mas não são a palavra final, ainda estamos distantes da eleição”, citou Clara.

Por falar em polarização, a cientista política ressaltou que as redes sociais têm impactado ainda mais nesta divisão de ideologias.

Fake news

Uma das maiores preocupações das eleições é a disseminação de fake news em massa, algo que ocorre frequentemente nos últimos anos, sobretudo no meio político. Isso não só no Brasil, mas também em grande parte dos países.

O cientista político Rafael Moreira acredita que em certo sentido, essas eleições serão parecidas com a de 2018 quanto as notícias falsas pautarem os debates públicos. “Por outro lado, eu acho que a juventude tem uma capacidade de reflexão crítica maior do que as pessoas em geral para saber qual publicação é falsa ou verdadeira”, explicou o cientista Moreira.

 

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