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Economia

22 DE AGOSTO DE 2018

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Brasil abre 47,3 mil postos formais de trabalho em julho

O melhor desempenho para o mês desde 2012

Por: Pedro Rafael Vilela
Da Redação

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O Brasil fechou o mês de julho com a criação de 47.319 postos no mercado de trabalho. Esse foi o melhor desempenho para este mês desde 2012.

Naquele ano foram abertos mais de 142,4 mil empregos com carteira assinada.

Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados hoje (22) pelo Ministério do Trabalho.

Ao todo, no mês foram abertas 1.219.187 vagas, enquanto o número de demissões foi de 1.171.868, revertendo o resultado negativo apurado em junho, quando foram fechados mais de 600 postos formais de trabalho.

De janeiro a julho, o saldo de admissões e demissões segue positivo, com a abertura de 448,2 mil novos postos.

Se mantiver a tendência até o fim do ano, o Brasil terá interrompido uma sequência de três anos de queda, quando foram encerrados mais de 2,88 milhões de empregos formais, entre 2015 e 2017.

Setores

Segundo o Caged, todos os setores, com exceção do comércio e administração pública, registraram ampliação de postos de trabalho. O segmento que mais empregou em julho foi a agricultura, com a abertura de 17.455 novos postos.

O segundo, no entanto, foi o setor de serviços, que gerou um total de 14.548 empregos.

A construção civil foi responsável pela abertura de 10.063 postos. Entretanto, na indústria de transformação foram gerados 4.993 postos de trabalho com carteira assinada.

A indústria extrativa e os serviços industriais de utilidade pública abriram 702 e 1.335 postos, respectivamente.

O setor de comércio (atacadista e varejista) fechou 249 postos de trabalho ao longo do mês, enquanto na administração pública foram encerradas 1.528 postos de trabalho.

Estados

O estado que mais gerou empregos em julho foi São Paulo, com a abertura de 15,3 mil postos. Em seguida, aparece Minas Gerais, com geração positiva de 10,3 mil novos postos de trabalho. No Pará, foram gerados 3,5 mil empregos formais.

O Rio Grande Sul (-2.657), Rio de Janeiro (-1.001) e Pernambuco (-111) foram estados que registraram mais demissões do que admissões ao longo do mês.

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