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Baixada Santista representa 1,5% dos empregos criados em setembro no País

Com o resultado de setembro, Baixada Santista agregou 2.126 novas vagas. Na relação admitidos e demitidos em 2018 foram criados 297 empregos.

24 de outubro de 2018 - 12:57

Da Redação

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Região teve um superávit de empregos em setembro, mantendo a tendência nacional. Foto: Divulgação

 

Seguindo o ritmo dos dados nacionais, com a geração de 137.336 novas vagas no mercado formal de trabalho no País, um acréscimo de 0,36% em relação ao mês anterior, a Baixada Santista foi responsável por 1,5% deste total dos novos empregos em setembro.

Os dados fazem parte do Caged, do Ministério do Trabalho.

No total, foram 2.126 novas vagas abertas.

Todas as nove cidades da Baixada Santista registram saldo positivo, ou seja, o número de admissões superou o de demissões.

Um feito que não era registrado há cinco anos.

Destaque para Santos, com 1.170 novos postos de trabalho (0,72% do total).

O saldo decorreu do aumento da oferta de vagas no setor de serviços (2.681), especialmente na área de telefonia.

Por sua vez, o comércio teve um déficit de 712 vagas.

 

Ao longo de 2018

O saldo positivo em setembro ajudou a alterar o quadro de oferta de empregos ao longo de 2018 na Baixada Santista.

Na relação admitidos e demitidos dentro do período foram criadas 297 vagas ao longo do ano na região.

A soma nas nove cidades da Baixada Santista foi de 2.709 admissões e 2.412 demissões.

Ou seja, ao que tudo indica, a queda do desemprego foi interrompida, mas o processo de recuperação na oferta de vagas ainda é lento, desafio que o futuro presidente terá que lidar a partir de janeiro.

 

Baixada Santista é formada por 9 municípios

 

Por cidades

Assim, Bertioga registrou um aumento de 26 novas vagas em setembro – equivalente a 0,24%.

No entanto, ao longo do ano, o déficit ainda é elevado: 553 vagas fechadas, principalmente em razão do comércio (-208) e serviços (-345). Queda de 4,93 no total.

Por sua vez, Cubatão, um dos municípios paulistas que mais sofreu com o desemprego nos últimos anos, dá sinais de recuperação.

Afinal, a soma de 187 vagas é uma tendência que a cidade vem notando.

Ao longo do ano, foram 6.352 admissões e 5.945 demissões (alta de 1,58%), um superávit de 407 vagas.

Oportunidades impulsionadas pela construção civil (323) e o setor de utilidade pública (211).

Por sua vez, queda na indústria de transformação, com déficit de 294 vagas.

Guarujá teve um superávit de 126 vagas em setembro (0,27% do total), mas mantém um déficit ao longo do ano deste ano, com 1.044 empregos (-2,17%), graças às demissões no setor de serviços principalmente (-914 vagas).

Não bastasse, a boa notícia é que setembro fechou com 48 vagas de superávit neste segmento na cidade.

Além disso, Santos fechou setembro com 1.170 vagas – especialmente para o cargo de teleoperador.

Ao longo do ano, foram 36.674 admissões contra 34.737 demissões – superávit de 1.937 oportunidades (alta de 1,19%), graças ao setor de serviços, que acrescentou 2.681 empregos.

Por sua vez, o comércio perdeu 712 vagas e a administração pública, 158.

Segunda cidade mais habitada da Baixada Santista, São Vicente registrou 158 novos postos de trabalho (0,53%).

Porém, o déficit ao longo do ano é de 506 empregos, especialmente no setor de serviços (-439) e comércio (-99).

 

Litoral Sul

Principal município do litoral sul, Praia Grande fechou setembro com superávit de 213 contratações. Na média anual (janeiro a setembro), déficit de 37 vagas (-0,10%), com 10.178 contratações e 10.215 demissões.

Já Mongaguá abriu 49 novas vagas em setembro, o que ajudou a melhorar a performance ao longo de 2018, com 24 novas oportunidades criadas.

Além disso, Itanhaém criou 65 oportunidades, mas insuficiente para cobrir o déficit anual de 309 empregos.

Por sua vez, Peruíbe abriu 132 empregos (1,8%), graças ao setor de serviços. Ao longo de 2018, a cidade ganhou 128 empregos (1,75%).

 

No Brasil (*)

No Brasil,  setembro fechou com saldo positivo de 137.336 novas vagas no mercado formal, um acréscimo de 0,36% em relação ao mês anterior.

Assim, esse desempenho foi resultado de 1.234.591 admissões e de 1.097.255 desligamentos.

Com isso, o estoque de empregos chegou a 38.507.474 vínculos.

O saldo de janeiro a setembro teve um acréscimo de 719.089 vagas, um crescimento de 1,90%.

Desta forma, nos últimos 12 meses, o aumento foi de 459.217 postos, uma variação de 1,2%.

 

Salário em baixa

O salário médio de admissão em setembro foi de R$ 1.516,89 e o salário médio de desligamento, R$ 1.684,39.

Assim, em termos reais (já considerada a deflação medida pelo INPC), houve queda de R$ -26,74 (-1,73%) no salário de admissão e de R$ -17,94 (-1,05%) no salário de desligamento em comparação ao mês anterior.

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