Carlos Pinto

Dez anos do Mirada

Jornalista e ex-secretário de cultura de Santos Carlos Pinto

13 de setembro de 2018 - 08:00

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“Há dois tipos de pessoas: as que fazem as coisas e as que ficam com os louros. Procure ficar no primeiro grupo. Há menos competição por lá.” Indira Gandhi.

Lá se vão dez anos da primeira edição do MIRADA – Festival Ibero Americano de Teatro de Santos, uma produção patrocinada pelo Sesc, que neste ano conta com a participação de grupos de 13 países, tendo a Colômbia como país homenageado. Tudo nasceu em uma reunião realizada no gabinete do prefeito João Paulo Papa, com a presença de Danilo Miranda, da prefeita Dona Teófila, da cidade de Cádiz, na Espanha, e Isabel Ortega.

Durante estes últimos dez anos, nossa região teve a oportunidade de verificar um painel atualizado das artes cênicas nos vários países de línguas espanhola e portuguesa.

Além disso, as palestras e debates propiciaram um amplo conhecimento dos experimentos teatrais desses países participantes, com uma vasta troca de importantes informações. Nesta edição, teremos a apresentação de 41 espetáculos, que além de Santos, percorrerão as cidades de São Vicente, Guarujá, Praia Grande, Bertioga, e demais municípios da Baixada Santista e Litoral Sul.

Até quarta-feira (15), nos vários teatros da região, praças e ruas estarão à disposição de todos uma gama de apresentações com suas marcas de diferentes nações, em uma amostragem do trabalho desenvolvido pelos criadores das artes cênicas em toda a Ibero América.

Em seu lançamento no último dia 15 de agosto, tivemos a apresentação de Fernanda Montenegro, e seu espetáculo sobre Nelson Rodrigues, grande dramaturgo brasileiro, responsável por uma virada em nosso teatro com seu texto Vestido de Noiva.

Chegou a hora de rever vários companheiros do teatro mundial. Entre eles Pepe Bablet, diretor teatral e Coordenador do Festival Ibero Americano de Cádiz, pai e mãe de todos os eventos dessa natureza que ocorrem em países da América Latina.
Derrubar fronteiras que isolam as nações é uma das funções da arte, principalmente das cênicas.

Na visão poética de Yeugeny Evtucheko, grande poeta russo, só deveria haver uma fronteira, a que separa a nação internacional dos homens bons da nação internacional dos homens maus.

Nesta oportunidade, devemos parabenizar o Sesc, na pessoa de Danilo Miranda, pela continuidade deste evento em nossa cidade. Cumprimentar os funcionários dessa instituição, na pessoa do Neto, que se dedicam durante meses a programar e construir o Mirada.

Agradecer a todos quantos juntam esforços na concretização deste evento, um oásis na atualidade cultural brasileira.

Que todos possam aproveitar esta oportunidade e usufruir dessas apresentações que percorrerão nossas cidades, especialmente em Santos. Que os novos experimentos e ideias possam servir para aumentar nossas esperanças em um mundo melhor, mais humano e solidário.

Que os grupos que nos visitam tenham uma bela estada em nossa terra e que levem a melhor das impressões do nosso povo. Sucesso para esta nova edição do Mirada, em seus dez anos de existência.