Saúde

SUS vai oferecer remédio para tratar doença rara

O remédio será utilizado no tratamento da fenilcetonúria

05 de janeiro de 2019 - 12:30

Paula Laboissière

Agência Brasil

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O Ministério da Saúde anunciou na quinta (3) a incorporação do medicamento dicloridato de sapropterina ao Sistema Único de Saúde (SUS).

O remédio é utilizado no tratamento da fenilcetonúria e deve estar disponível na rede pública em até 180 dias.

Será ofertado a mulheres que estejam em período pré-concepcional ou em período gestacional e que tenham feito teste de responsividade positivo ao medicamento.

De acordo com a pasta, o uso do dicloridato de sapropterina para o tratamento da fenilcetonúria é feito de forma complementar à realização de dieta.

Portanto, com restrição de alimentos como por exemplo carne, ovo, trigo e feijão.

Além disso, do uso de fórmula metabólica rica em aminoácidos, vitaminas e minerais.

“Para incorporar o medicamento ao SUS, foram realizadas discussões com profissionais da saúde e especialistas que compõem a Comissão Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias ao SUS (Conitec)”, informou o ministério, por meio de nota. “Além disso, também foi levado em conta as observações e sugestões da população, sendo a maioria de pacientes e familiares dos portadores da doença.”

A fenilcetonúria tem herança genética e faz com que o indivíduo nasça sem uma importante enzima (fenilalanina-hidroxilase).

Eventualmente, dificultando o trabalho do organismo na quebra adequada de moléculas de aminoácido presente em proteínas animais e vegetais (fenilalanina-FAL).

Os altos níveis desse aminoácido e de substâncias associadas a ele, no corpo, exercem ação tóxica em vários órgãos, especialmente no cérebro.

Números

Dados da Sociedade Brasileira de Pediatria revelam que um em cada 12 mil nascidos vivos é diagnosticado com fenilcetonúria.

Assim, a doença é identificada logo que a criança nasce, por meio do teste do pezinho.

O exame identifica outras cinco doenças: hipotireoidismo congênito, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase.

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