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	<title>Colunas Archive - Boqnews - conteúdo de qualidade e credibilidade</title>
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	<description>Site de notícias de Santos e Baixada Santista</description>
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	<title>Colunas Archive - Boqnews - conteúdo de qualidade e credibilidade</title>
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		<title>O céu é o limite</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Autores Externos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 22:40:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O céu é o limite Santos é a cidade mais vertical do País, onde 2/3 da população reside em apartamentos. Este processo, aliás, não é de hoje. Assim, a verticalização ocorreu em três momentos da história. De 1945 a 1968, depois entre 1968 a 1998 e desta data em diante. Etapas No primeiro momento, foram [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">O céu é o limite</span></h2>
<p>Santos é a cidade mais vertical do País, onde 2/3 da população reside em apartamentos.</p>
<p>Este processo, aliás, não é de hoje.</p>
<p>Assim, a verticalização ocorreu em três momentos da história.</p>
<p>De 1945 a 1968, depois entre 1968 a 1998 e desta data em diante.</p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">Etapas</span></h2>
<p>No primeiro momento, foram autorizados edifícios de até três andares pelos bairros e prédios na orla da praia, Centro e avenidas como Ana Costa e Conselheiro Nébias.</p>
<p>Assim, entre 1968 a 1998, houve a proibição da construção de moradias na região central e começaram a surgir prédios de 10 andares pelos bairros, inclusive vários deles de uso misto &#8211; comercial e residencial</p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">Tijolo em cima de tijolo</span></h2>
<p>Já em 1998, houve a liberação total da altura das edificações.</p>
<p>Mas, a cada nova revisão, ocorre o crescimento do limite de aproveitamento dos terrenos, mas de formas variadas.</p>
<p>Aliás, tudo dentro da legislação, com aval da Câmara.</p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">Selva de Pedra</span></h2>
<p>Em tese, um terreno de 1.000 m2 pode receber, em média, entre 5 mil a 7 mil m2 de área construída.</p>
<p>No entanto, com o crescimento do limite de aproveitamento em vários empreendimentos, o volume construído chega, em média, a 10 vezes sobre a área &#8211; chegando até a 16 vezes em alguns casos.</p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">Reflexão</span></h2>
<p>Os dados foram divulgados durante audiência pública sobre Verticalização em Santos, que tratou sobre a expansão imobiliária contínua muitas vezes voltada para pessoas que não residem na Cidade.</p>
<p>Autor da audiência, o vereador Marcos Caseiro (PT) vai avançar nestas discussões.</p>
<p>Confira a audiência</p>
<p><iframe title="Audiência Pública | Verticalização vazia na cidade de Santos" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/vTE5OaJ9CSs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">Expansão</span></h2>
<p>O crescimento de novos empreendimentos tem reflexo no cotidiano das pessoas.</p>
<p>Com pontos positivos &#8211; como a concentração de serviços no mesmo bairro, evitando-se deslocamentos &#8211; mas também negativos, como trânsito concentrado, ilhas de calor e sobrecarga na rede coleta de água e esgoto, por exemplo.</p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">Em números</span></h2>
<p>Nos últimos cinco anos, 52 empreendimentos receberam a carta de habitação (habite-se) em prédios acima de nove andares.</p>
<p>Por sua vez, de janeiro de 2025 até abril passado, 25 obras foram licenciadas junto ao Departamento de Controle do Uso e Ocupação do Solo e Segurança nas Edificações da Prefeitura (Deconte).</p>
<div id="attachment_312712" style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-312712" class="size-full wp-image-312712" src="https://www.boqnews.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-06-at-14.29.21-e1778088599549.jpeg" alt="" width="800" height="600" /><p id="caption-attachment-312712" class="wp-caption-text">Expansão imobiliária decorre de mudanças na legislação, com aval do Legislativo santista. Foto: Nando Santos</p></div>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">Visão</span></h2>
<p>Em entrevista ao Jornal Enfoque, o prefeito Rogério Santos reconhece que algumas mudanças na legislação podem ocorrer, mas enfatiza que a verticalização é um processo natural, pois as pessoas têm preferência por morar em bairros próximos à orla.</p>
<p>Enfatizou que tem apostado em políticas de incentivo para construção na área central da Cidade e enfatizou que encaminhará à Câmara o projeto Casa Santista, voltado ao tema.</p>
<p>Confira a entrevista</p>
<p><iframe title="Prefeito Rogério Santos analisa os desafios, ações e projetos para o Município" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/3WWPgmImB1M?start=6&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">Saudades</span></h2>
<p>Contente em razão da entrega do Parque Palafitas na semana passada e contato com a população mais carente, o governador Tarcísio de Freitas estará de volta a Santos até o final do mês para trazer a Caravana 3D.</p>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">Ciclomotores</span></h2>
<p>Assim, com a invasão de ciclomotores pelas vias públicas e ciclovias, a Prefeitura encaminhará à Câmara projeto de lei visando a sua disciplinação, inclusive com a obrigatoriedade do uso de capacete pelos usuários.</p>
<h2></h2>
<h2 style="text-align: center;"><span style="color: #ff6600;">Quem responde?</span></h2>
<p><strong>Quais&#8230;</strong></p>
<p>os impactos das denúncias contra o senador Ciro Nogueira, presidente do PP, e sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro (Master)no cenário eleitoral de outubro?</p>
<p>Confira as notícias do Boqnews no <a href="https://news.google.com/publications/CAAqBwgKMKb4ygsw1pPiAw?hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419">Google News</a> e fique bem informado.</p>
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		<title>Manter relações pragmáticas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Autores Externos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 19:29:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>HUMBERTO CHALLOUB Cercado de grande expectativa, o encontro entre os presidentes Lula e Donald Trump revelou o pragmatismo colocado a serviço dos interesses do Brasil e dos EUA. A discussão de temas relevantes às duas nações, que envolvem comércio, exploração de terras raras e combate à expansão de grupos terroristas e de tráfico de drogas, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>HUMBERTO CHALLOUB</strong></p>
<p>Cercado de grande expectativa, o encontro entre os presidentes Lula e Donald Trump revelou o pragmatismo colocado a serviço dos interesses do Brasil e dos EUA.</p>
<p>A discussão de temas relevantes às duas nações, que envolvem comércio, exploração de terras raras e combate à expansão de grupos terroristas e de tráfico de drogas, configura um novo modelo de relações bilaterais.</p>
<p>Descontadas as divergências políticas e ideológicas que marcam as relações entre os dois presidentes, que têm gerado gerando atritos desnecessários entre os dois líderes, ao Brasil cabe reconhecer a inegável importância econômica dos EUA para a manutenção da estabilidade mundial, bem como sua grande contribuição à ciência e ao surgimento de novas tecnologias.</p>
<p>No entanto, as boas relações com os EUA, com a manutenção do título de “país amigo”, não podem representar adesão cega a posturas imperialistas alimentandas por sentimentos xenófobos, de desprezo aos direitos humanos e ao meio ambiente.</p>
<p>Nesse contexto, além de procurar restabelecer laços de cooperação com um antigo aliado e importante parceiro estratégico, é preciso reconduzir o Brasil à condição de conselheiro prudente e eficaz interlocutor na busca de abertura para novos canais para a mitigação de conflitos políticos e comerciais ao redor do mundo.</p>
<blockquote><p>O Brasil deve buscar a reaproximação com os EUA, refazendo os laços de cooperação com um antigo aliado e, sobretudo, colocando-se como um importante parceiro estratégico para o desenvolvimento de novas tecnologias sustentáveis</p></blockquote>
<p>Da mesma forma, há necessidade de restabelecer o papel de liderança brasileira que sempre foi exercido na América do Sul, ampliando o diálogo com vizinhos para o restabelecimento de parcerias nas áreas de educação, ciência, tecnologia e inovação, com o objetivo de fortalecer os acordos econômicos e comerciais desenvolvidos no âmbito do Mercosul que, sem dúvida, trarão dividendos ao País.</p>
<p>O Brasil tem muito a contribuir com pesquisas avançadas na área de desenvolvimento sustentável, principalmente no setor de biocombustíveis e energias renováveis, desde que não seja visto como pária pelos demais países em razão de radicalismos ideológicos.</p>
<p>Portanto, cabe ao Itamaraty manter linhas de diálogo e respeito com as demais nações, na defesa de valores plurais e democráticos que sempre conceituaram o papel exercido pela diplomacia brasileira.</p>
<p>Inegavelmente, os EUA exercem forte influência nas relações internacionais e, por isso, é preciso restabelecer canais de interlocução sem subserviência.</p>
<p>Nesse contexto, o Brasil deve buscar a reaproximação com os EUA, refazendo os laços de cooperação com um antigo aliado e, sobretudo, colocando-se como um importante parceiro estratégico para o desenvolvimento de novas tecnologias sustentáveis que atendam o interesse de ambas as nações.</p>
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		<title>A reforma tributária avança; a incerteza cresce</title>
		<link>https://www.boqnews.com/colunas/a-reforma-tributaria-avanca-a-incerteza-cresce/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Autores Externos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 12:00:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>IVES GANDRA DA SILVA MARTINS Sob a promessa de modernização, o Ministério da Fazenda e o Comitê Gestor, recentemente, detalharam as diretrizes da CBS e do IBS. No entanto, por trás das regras unificadas, o que se vê é a arquitetura de um novo sistema de tributação sobre o consumo tão complexo quanto perigoso. O [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>IVES GANDRA DA SILVA MARTINS</strong></p>
<p>Sob a promessa de modernização, o Ministério da Fazenda e o Comitê Gestor, recentemente, detalharam as diretrizes da CBS e do IBS.</p>
<p>No entanto, por trás das regras unificadas, o que se vê é a arquitetura de um novo sistema de tributação sobre o consumo tão complexo quanto perigoso.</p>
<p>O governo aposta todas as suas fichas no polêmico <em>split payment</em> — um mecanismo de recolhimento automático que, na prática, transfere a &#8220;mordida&#8221; do fisco para o exato instante da transação.</p>
<p>Embora o discurso oficial venda a ideia de &#8220;simplificação&#8221;, a reforma se limita a trocar quatro tributos conhecidos por um sistema dual: a CBS (federal) e o IBS (estadual e municipal).</p>
<p>A proposta de separar o imposto no ato da compra visa garantir o caixa do Estado de forma imediata, retirando das empresas a gestão do fluxo de caixa e centralizando ainda mais o controle financeiro nas mãos do governo.</p>
<p>Hoje, o vendedor ainda detém o valor antes do repasse; amanhã, o Estado se servirá primeiro.</p>
<p>No papel, a eficiência é garantida; na realidade do contribuinte, o cenário é de um experimento fiscal sem precedentes. Tudo parece simples&#8230; mas o tempo (e o bolso do brasileiro) dirá o verdadeiro preço dessa &#8220;facilitação&#8221;.</p>
<p>Ao abrir mais uma reunião do Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP, que debateu o tema &#8220;Soberania fiscal em xeque? Tensões e novos paradigmas tributários&#8221;, compartilhei algumas reflexões sobre o assunto que agora trago aos amigos leitores.</p>
<p>Estamos vivendo um momento extremamente complicado no Brasil, em que os Poderes se confundem.</p>
<p>Trata-se de um momento de máxima insegurança jurídica, em que escândalos vêm à tona e os Poderes envolvidos se autoprotegem, numa tentativa de ocultar tanto aquilo que se busca conhecer quanto aquilo que está errado.</p>
<p>Tudo isso acompanhado de um novo sistema tributário que já teve sua implementação iniciada com a CBS e, em 2029, terá com o IBS.</p>
<p>Trata-se de uma tributação de consumo que amplia o número de artigos referentes ao tema constantes no Código Tributário Nacional (CTN).</p>
<p>Na legislação aprovada, estamos com dez vezes mais artigos sobre a tributação do consumo do que aqueles que constam no CTN, além de três vezes mais artigos para a tributação do consumo do que todo o sistema tributário que conseguimos aprovar na Constituição de 1988.</p>
<p>Essa inflação normativa não é apenas um detalhe estatístico; ela representa um aumento real no custo de conformidade para o contribuinte.</p>
<p>Durante o longo período de transição, as empresas serão obrigadas a conviver com dois sistemas tributários distintos e paralelos, gerando uma sobrecarga administrativa sem precedentes.</p>
<p>Em vez de eliminarmos a burocracia, corremos o risco de institucionalizar um &#8220;monstro de duas cabeças&#8221; que exigirá investimentos massivos em tecnologia e assessoria jurídica apenas para que o setor produtivo consiga cumprir suas obrigações básicas.</p>
<p>Os idealizadores da pretendida reforma afirmam que essa decuplicação de artigos sobre consumo e a triplicação de artigos constitucionais têm o objetivo de simplificar o sistema tributário.</p>
<p>Confesso que minha inteligência é limitada demais para compreender uma simplificação tão complexa quanto a que vem sendo implementada.</p>
<blockquote><p>Estamos vivendo um momento extremamente complicado no Brasil, em que os Poderes se confundem. Trata-se de um momento de máxima insegurança jurídica, em que escândalos vêm à tona e os Poderes envolvidos se autoprotegem, numa tentativa de ocultar tanto aquilo que se busca conhecer quanto aquilo que está errado.</p></blockquote>
<p>É fundamental, porém, que continuemos a fazer o que sempre fizemos no Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP desde sua fundação: debater, refletir e sugerir.</p>
<p>Atualmente, contamos com um grupo de estudiosos integrado por renomados colegas, como os economistas Marcos Cintra e Paulo Rabello de Castro, além de Felipe Silva, diretor da Faculdade Brasileira de Tributação — a única instituição de ensino superior dedicada exclusivamente ao Direito Tributário no Brasil.</p>
<p>Sob nossa coordenação, estamos elaborando um livro a respeito da reforma da tributação do consumo, no qual analisaremos as dificuldades que já se manifestam neste início de implementação.</p>
<p>Essas análises, que estamos consolidando em nossa obra, não se limitam a meras críticas teóricas; configuram-se como alertas práticos sobre os gargalos que o texto atual ignora e que demandarão, inevitavelmente, uma correção de rumo legislativa.</p>
<p>O rigor técnico de renomados especialistas serve aqui como subsídio fundamental para que as falhas de implementação sejam mitigadas antes que se tornem entraves permanentes ao desenvolvimento econômico.</p>
<p>Em todas as nossas ações, devemos observar que, a partir de 2027, teremos um novo Legislativo capaz de promover mudanças significativas no cenário atual, haja vista a renovação de dois terços do Senado Federal.</p>
<p>É evidente a percepção de que haverá uma maioria conservadora no Congresso, o que deve favorecer uma reflexão profunda sobre o modo adequado de simplificação do nosso sistema tributário.</p>
<p>Quanto mais nos aprofundamos no estudo da Reforma Tributária — como ocorreu durante a elaboração do livro que lancei em parceria com o advogado e professor Daniel Moretti —, mais as incertezas se multiplicam.</p>
<p>Ao dialogar com tributaristas de alto nível e docentes das principais universidades do País, percebo que as dúvidas são inúmeras.</p>
<p>Essa atmosfera de hesitação não é apenas um debate entre acadêmicos; ela se traduz em um impacto severo sobre o investimento produtivo.</p>
<p>A incerteza tributária atua como um freio invisível, gerando um ambiente de &#8220;esperar para ver&#8221; que afasta o capital e adia projetos estratégicos.</p>
<p>Sem regras do jogo claras e previsíveis a médio prazo, o investidor retrai-se, o que compromete o crescimento econômico imediato do País e a própria geração de empregos.</p>
<p>Por essa razão, tenho encerrado minhas palestras sobre o novo sistema com uma postura de cautela: quando questionado sobre minha opinião, não respondo &#8220;sim&#8221; nem &#8220;não&#8221;; eu respondo &#8220;talvez&#8221;.</p>
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		<title>Onde começam os voos: São Paulo constrói um novo sistema de aprendizagem</title>
		<link>https://www.boqnews.com/colunas/onde-comecam-os-voos-sao-paulo-constroi-um-novo-sistema-de-aprendizagem/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Autores Externos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 13:19:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>ANDREAS SCHLEICHER Entrei em uma sala de aula em Guarulhos e algo sutil — mas profundo — mudou. O quadro negro permanece. O professor segue no centro. Os alunos ainda enfrentam frações, verbos e os mistérios da ciência. Mas, nos bastidores, uma arquitetura invisível remodela tudo. Chama-se Sala do Futuro — e não é apenas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>ANDREAS SCHLEICHER</strong></p>
<p>Entrei em uma sala de aula em Guarulhos e algo sutil — mas profundo — mudou.</p>
<p>O quadro negro permanece. O professor segue no centro. Os alunos ainda enfrentam frações, verbos e os mistérios da ciência.</p>
<p>Mas, nos bastidores, uma arquitetura invisível remodela tudo.</p>
<p>Chama-se Sala do Futuro — e não é apenas mais uma ferramenta de tecnologia educacional.</p>
<p>É uma tentativa de construir um novo sistema operacional para a aprendizagem em escala.</p>
<p>Maria Aparecida Nascimento, que conduz a educação nesse vasto organismo urbano, e o diretor Antonio Rafael da Costa me recebem na Escola Estadual Alberto Lacan.</p>
<p>Ainda é cedo, mas o lugar já pulsa. A escola funciona em dois turnos — das 7h às 14h e das 14h30 às 21h30 — como uma cidade que nunca desliga por completo.</p>
<p>Em poucos minutos, deixo de ser visitante; me sinto integrado. A escola opera com um tipo diferente de energia — energia humana.</p>
<p>Ela se manifesta nos corredores, nas salas, na coreografia silenciosa entre professores e alunos. Aqui, professores não apenas transmitem conteúdo; orbitam seus alunos como mentores, treinadores e apoio.</p>
<p>Encontram cada estudante onde ele está, e o conduzem adiante. É uma cultura de apoio que parece improvável ao cruzar os portões.</p>
<p>Logo além dos muros, há outra realidade: um bairro de poucos recursos, ao lado do Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos.</p>
<p>Aviões decolam rumo a oportunidades globais. Mas, para muitos alunos, a pista para esse mundo não começa no aeroporto. Começa nesta escola.</p>
<p>Participo de uma aula de matemática — e algo inesperado acontece. A sala está viva. Não pelo barulho, mas pela atenção.</p>
<p>Os alunos trabalham os fundamentos da álgebra. Um território que, em muitas salas, provoca desinteresse imediato. Mas não aqui.</p>
<p>A professora traduz abstração em relevância. Não apenas ensina álgebra; faz com que ela importe.</p>
<p>E não faz isso sozinha. Por trás dela, há um sistema — a plataforma Sala do Futuro — que a equipa com materiais prontos e ricos. Estrutura encontra competência.</p>
<p>A maioria dos sistemas trata plataformas como bibliotecas. São Paulo inverte essa lógica. Aqui, a plataforma coreografa a aprendizagem.</p>
<p>Cada aula, exercício e tarefa faz parte de um fluxo: o que se aprende hoje, se pratica à noite e se ajusta no dia seguinte.</p>
<p>É menos um livro didático e mais uma partitura, em que tudo é alinhado e conectado.</p>
<p>No centro está uma ideia simples. E se todo professor tivesse acesso a planos de aula estruturados, alinhados ao currículo, com vídeos e exercícios prontos?</p>
<p>Para iniciantes, é uma base; para experientes, um recurso. Para o sistema, garante qualidade comum.</p>
<p>A plataforma não substitui o professor — reconfigura seu papel. Ele se torna arquiteto da aprendizagem.</p>
<blockquote><p>Em um sistema com milhões, o desafio é coerência. São Paulo enfrenta isso alinhando currículo, ensino, prática e avaliação. O resultado é um sistema integrado, especialmente para alunos de escolas com menos recursos.</p></blockquote>
<p>A pergunta permanece: quando apoio vira dependência? A resposta depende de equilíbrio e da expertise docente. Na prática, professores veem ganho de possibilidades.</p>
<p>Conheço Gabriely, aluna do último ano, com a intensidade silenciosa de quem carrega mais do que uma mochila.</p>
<p>Divide o tempo entre estudo e trabalho para sustentar a família. Mas aqui a trajetória muda.</p>
<p>Ela é contratada como mentora de alunos mais novos. É um papel que pode parecer modesto, mas tem enorme significado.</p>
<p>Nesse modelo, estudantes como Gabriely tornam-se pontes. Apoiam como quase pares, que conhecem o caminho porque ainda o percorrem.</p>
<p>Ela segue aprendendo, mas também guia. E isso a torna crível de uma forma que nenhum livro didático conseguiria.</p>
<p>Em outro contexto, poderia estar presa a trabalhos precários. Aqui, torna-se um ponto de resiliência.</p>
<p>A escola investe nela enquanto ela investe nos outros. Não é apenas renda. Trata-se de dignidade e propósito.</p>
<p>Então vem a lição de casa. Antes uma caixa-preta, agora integra a plataforma.</p>
<p>É atribuída, corrigida e acompanhada em tempo real. Para alunos, há feedback imediato. Para professores, visibilidade. Torna-se parte central da aprendizagem.</p>
<p>Há brechas — alguns recorrem a respostas compartilhadas — mas o avanço é claro.</p>
<p>O que conecta tudo é o dado. Cada interação gera informação usada do aluno ao sistema. Professores veem painéis; diretores, tendências; líderes, padrões.</p>
<p>É possível perguntar, em tempo real: o que está sendo aprendido? O que ajustar? É governança pela visibilidade.</p>
<p>Em um sistema com milhões, o desafio é coerência. São Paulo enfrenta isso alinhando currículo, ensino, prática e avaliação.</p>
<p>O resultado é um sistema integrado, especialmente para alunos de escolas com menos recursos.</p>
<p>O que se vê em Guarulhos não é milagre. É um sistema que decidiu acertar o básico, com intenção.</p>
<p>A Sala do Futuro não substitui o bom ensino, mas torna-o mais acessível e consistente.</p>
<p>E, em um mundo em que a desigualdade nasce mais da falha na execução do que da falta de ideias, essa mudança importa.</p>
<p>Porque a história aqui não é sobre tecnologia. É sobre coerência: conectar ensino, prática e feedback para que cada aluno tenha chance real de prosperar.</p>
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		<title>Conhecimento virou poder estratégico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Autores Externos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 12:00:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>SUSANE GARRIDO Durante muito tempo, conhecimento e tecnologia foram tratados como esferas distintas, uma ligada ao pensamento, outra à execução. Esse modelo, no entanto, já não explica a complexidade do mundo atual. Na sociedade contemporânea, o conhecimento tornou-se o principal ativo estratégico e sua articulação com tecnologias de inovação passou a definir competitividade, desenvolvimento econômico [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>SUSANE GARRIDO</strong></p>
<p>Durante muito tempo, conhecimento e tecnologia foram tratados como esferas distintas, uma ligada ao pensamento, outra à execução.</p>
<p>Esse modelo, no entanto, já não explica a complexidade do mundo atual.</p>
<p>Na sociedade contemporânea, o conhecimento tornou-se o principal ativo estratégico e sua articulação com tecnologias de inovação passou a definir competitividade, desenvolvimento econômico e inclusão social.</p>
<p>Essa mudança exige mais do que adaptação técnica, exige uma revisão profunda da forma como aprendemos, ensinamos e produzimos valor. Não estamos falando apenas de novas ferramentas, mas de uma nova lógica de pensamento.</p>
<p>Quem não compreende a relação entre conhecimento e inovação corre o risco de se tornar irrelevante em um mundo movido por inteligência, dados e criatividade.</p>
<p>A discussão ganha ainda mais relevância diante das transformações impostas pela inteligência artificial, pelas competências digitais e pelos avanços das neurociências aplicadas à educação.</p>
<p>Nesse cenário, o conhecimento deixa de ser acumulativo e passa a ser conectivo, interdisciplinar e orientado à solução de problemas reais.</p>
<blockquote><p>Na sociedade contemporânea, o conhecimento tornou-se o principal ativo estratégico e sua articulação com tecnologias de inovação passou a definir competitividade, desenvolvimento econômico e inclusão social.</p></blockquote>
<p>Agora, a educação global vive um ponto de inflexão. As tecnologias de inovação estão redesenhando os processos de ensino-aprendizagem.</p>
<p>O desafio não é mais acesso à informação, mas a capacidade de transformar informação em significado, decisão e impacto social.</p>
<p>Outro ponto central envolve as barreiras que ainda limitam esse avanço — como desigualdade de acesso, resistência cultural e formação inadequada para o uso crítico das tecnologias.</p>
<p>Ignorar essas tensões é comprometer o próprio futuro do desenvolvimento social e econômico. Inovação não é neutra.</p>
<p>Ela amplia oportunidades, mas também pode aprofundar desigualdades se não houver políticas, educação e consciência crítica.</p>
<p>Ao analisar megatendências globais, precisamos promover a integração entre conhecimento e tecnologias de inovação.</p>
<p>Essa conexão será decisiva para a formação de profissionais capazes de atuar em um mundo instável, complexo e em constante transformação.</p>
<p>O futuro não será definido apenas por quem domina a tecnologia, mas por quem sabe pensar com ela.</p>
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		<title>Quem tem medo de menos trabalho?</title>
		<link>https://www.boqnews.com/colunas/quem-tem-medo-de-menos-trabalho/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Autores Externos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 May 2026 17:03:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>MARCOS CINTRA A redução da jornada semanal de trabalho que está sendo amplamente discutida no Brasil deixou de ser um debate periférico para se integrar a um movimento estrutural que se observa em diversas economias do mundo. A experiência internacional mostra que sociedades produtivas e tecnologicamente avançadas têm reduzido o tempo de trabalho à medida [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>MARCOS CINTRA</strong></p>
<p>A redução da jornada semanal de trabalho que está sendo amplamente discutida no Brasil deixou de ser um debate periférico para se integrar a um movimento estrutural que se observa em diversas economias do mundo.</p>
<p>A experiência internacional mostra que sociedades produtivas e tecnologicamente avançadas têm reduzido o tempo de trabalho à medida que a automação desloca a necessidade de horas humanas para gerar a mesma produção.</p>
<p>Essa tendência não é fruto de voluntarismo ideológico, mas de uma transformação concreta da base tecnológica que torna possível reorganizar o tempo social sem comprometer a viabilidade econômica.</p>
<p>No Brasil, contudo, o debate tem sido marcado por alarmismo e por uma retórica apocalíptica que não encontra respaldo nas estimativas econômicas disponíveis.</p>
<p>A discussão costuma ser conduzida de maneira fragmentada, pouco conectada à estrutura produtiva nacional.</p>
<p>De um lado, entidades empresariais como FecomercioSP, CNI e CNC alertam que setores intensivos em mão de obra — varejo, alimentação, limpeza, vigilância, hotelaria, teleatendimento, saúde e educação privada — enfrentariam elevação significativa de custos.</p>
<blockquote><p>A experiência internacional mostra que sociedades produtivas e tecnologicamente avançadas têm reduzido o tempo de trabalho à medida que a automação desloca a necessidade de horas humanas para gerar a mesma produção.</p></blockquote>
<p>De outro, sindicatos e setores do governo insistem que maior produtividade e reorganização do trabalho compensariam eventuais pressões.</p>
<p>O problema é que ambos os lados tendem a formular argumentos genéricos, sem distinguir adequadamente o peso da mão de obra nas diversas cadeias produtivas.</p>
<p>A análise setorial agregada, apresentada na tabela abaixo, permite esclarecer melhor a questão.</p>
<p>Os números mostram que a redução da jornada para 36 horas gera impactos médios moderados no preço final da produção: entre 2% e 3% na agricultura, extração mineral, indústria, utilities, construção e comércio.</p>
<p>E como esperado, os setores de serviços seriam os mais afetados com aumento de 4,2% em serviços em geral e 5,3% nos serviços financeiros.</p>
<p>Já a redução para 40 horas — cenário mais debatido e politicamente mais provável — apresenta efeitos ainda menores, aproximadamente a metade.</p>
<p>Nada nesses resultados sugere risco sistêmico ou aumento desenfreado de preços. Basta lembrar que impacto muito mais significativo virá da reforma tributária em andamento.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-312577 " src="https://www.boqnews.com/wp-content/uploads/2026/05/quado-cntra.png" alt="" width="663" height="431" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Essas estimativas incorporam dois ajustes fundamentais: a taxa de formalidade de cada setor e a propagação intersetorial capturada pela matriz insumo‑produto.</p>
<p>Setores com maior informalidade sofrem impacto proporcionalmente menor, pois no curto prazo apenas o segmento formal arca com o aumento do custo-hora do trabalho.</p>
<p>A matriz insumo‑produto, por sua vez, propaga o choque ao longo das cadeias produtivas, gerando estimativas mais realistas e compatíveis com a estrutura produtiva brasileira.</p>
<p>É evidente que setores intensivos em trabalho estão mais expostos que outras atividades Serviços de alimentação, comércio varejista e vigilância privada aparecem, de fato, entre os grupos mais sensíveis.</p>
<p>Mas mesmo nesses casos o impacto estimado não ultrapassa alguns pontos percentuais e pode ser absorvido por reorganização de turnos, ganhos de eficiência incremental e reequilíbrio de margens.</p>
<p>O efeito é real, mas não parece disruptivo.</p>
<p>Esses números desmontam a narrativa de que a redução da jornada provocaria uma onda inflacionária incontrolável ou um colapso de competitividade.</p>
<p>O choque existe, mas é absorvível e previsível. Ele acompanha o padrão mundial, onde economias maduras convivem com jornadas mais curtas sem prejudicar produtividade ou crescimento.</p>
<p>Ademais, grande parte dos assalariados no Brasil já trabalham jornadas reduzidas por força de acordos coletivos.</p>
<p>Nesse sentido, o mais significativo neste debate é a importância e a prevalência do negociado sobre o legislado.</p>
<p>Não obstante, é forçoso reconhecer que a transição pode ser planejada, monitorada e calibrada, em vez de tratada como uma ruptura catastrófica.</p>
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		<title>Shakira e as mães solo: o gesto que expôs a solidão estrutural</title>
		<link>https://www.boqnews.com/colunas/shakira-e-as-maes-solo-o-gesto-que-expos-a-solidao-estrutural/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Autores Externos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 May 2026 12:00:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p> ANDRÉ NAVES Um show não costuma ser lembrado apenas pelas luzes, pela coreografia ou pela vibração coletiva. Ele fica na memória e nas saudades sempre que joga luzes nas esmaecidas contradições sociais existentes. Foi assim no último espetáculo de Shakira, em Copacabana. De repente, a &#8220;Loba&#8221; soltou um uivo mais alto, mais poderoso&#8230; Falou das [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"> <strong>ANDRÉ NAVES</strong></p>
<p>Um show não costuma ser lembrado apenas pelas luzes, pela coreografia ou pela vibração coletiva.</p>
<p>Ele fica na memória e nas saudades sempre que joga luzes nas esmaecidas contradições sociais existentes.</p>
<p>Foi assim no último espetáculo de Shakira, em Copacabana. De repente, a &#8220;Loba&#8221; soltou um uivo mais alto, mais poderoso&#8230;</p>
<p>Falou das mães solo latinas, expôs os dados, os dramas concretos e a falta de Políticas Públicas.</p>
<p>Foi além: num gesto simples, porém carregado de significados, afirmou, com empatia transparente, que era &#8220;também uma mãe solo&#8221;.</p>
<p>Naquele instante, o palco artístico cumpriu aquilo que a política institucional insiste em adiar: iluminar a solidão estrutural da maternidade solo e, dentro dela, a invisibilidade ainda mais profunda das mães atípicas — aquelas que criam filhos com deficiência ou com condições que exigem cuidado contínuo, especializado e, quase sempre, solitário.</p>
<p>O Brasil abriga 11,5 milhões de famílias chefiadas por mulheres sem cônjuge, segundo o IBGE (2022). Destas, 63% são negras.</p>
<p>E quase metade vive com até um salário-mínimo. Esses números não ocupam manchetes, mas deveriam: eles revelam uma estrutura social que naturaliza a responsabilização isolada dessas mulheres pelo funcionamento mínimo de suas famílias.</p>
<p>O trabalho de cuidado, no Brasil, é invisível porque jamais foi reconhecido como trabalho. Não aparece no PIB, não gera contribuições previdenciárias, não dá direito a descanso.</p>
<p>É um dos pilares silenciosos da desigualdade &#8211; e, sob a lógica patriarcal, é considerado &#8220;vocação natural&#8221; das mulheres, sobretudo das mulheres negras, que historicamente assumiram esses postos desde a escravidão.</p>
<p>Dentro desse universo já tão sobrecarregado, há um grupo que carrega ainda mais &#8211; e que permanece invisível até mesmo nas discussões sobre maternidade solo: as mães atípicas.</p>
<p>Levantamento da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD) revela que essas mulheres realizam, em média, o dobro de horas de cuidados não remunerados por semana em comparação com outras mães.</p>
<p>A vida delas é marcada por uma tripla jornada: garantir a sobrevivência econômica da família, conduzir a gestão doméstica e executar cuidados especializados diários &#8211; terapias, reabilitações, consultas, deslocamentos longos, filas, relatórios e batalhas burocráticas sem fim.</p>
<p>Os dados reforçam a gravidade. Crianças com deficiência demandam entre três e cinco atendimentos especializados por semana, segundo o Ministério da Saúde.</p>
<p>Apenas 1,52% das escolas públicas têm infraestrutura plenamente acessível (Censo Escolar, 2023). E 68% dos municípios não possuem equipes multidisciplinares suficientes para acompanhamento contínuo dessas crianças (IBGE, 2021).</p>
<p>A mensagem é clara: essas mães estão quase sempre sozinhas.</p>
<p>Essa solidão é reforçada pelo capacitismo estrutural, que transforma a deficiência num &#8220;problema da família&#8221; e exime o Estado de assumir responsabilidades. As barreiras vão muito além das rampas inexistentes.</p>
<p>São arquitetônicas &#8211; calçadas quebradas, elevadores que nunca funcionam. Comunicacionais &#8211; ausência de Libras, sites inacessíveis.</p>
<p>Educacionais &#8211; falta de formação adequada para professores.</p>
<p>Laborais &#8211; empresas que contratam pela obrigação legal, não pela convicção da inclusão. E, sobretudo, atitudinais &#8211; o olhar que infantiliza, a dúvida sobre a autonomia, o elogio que camufla pena.</p>
<p>É nesse contexto que a fala de Shakira ganha força política. Ao iluminar essa maternidade invisibilizada, ela expôs um ponto que ainda não foi enfrentado pelo Estado brasileiro: não existe sociedade justa sem políticas públicas de cuidado.</p>
<blockquote><p>Nenhuma mãe deveria ser guerreira para garantir o básico. O heroísmo, nesses casos, só surge quando o Estado falha. E o Estado falha sistematicamente com suas mães atípicas.</p></blockquote>
<p>A Noruega oferece um exemplo concreto: o país estruturou uma rede nacional de centros de apoio a famílias com membros com deficiência, combinando suporte terapêutico, assistência financeira e acompanhamento psicológico para cuidadores &#8211; e registrou redução significativa no abandono do mercado de trabalho por mulheres nessa condição.</p>
<p>Cuidado, ali, é infraestrutura &#8211; tão essencial quanto esgoto, energia ou estradas.</p>
<p>O IPEA demonstra que o mesmo raciocínio se aplica ao Brasil: cada R$ 1 investido em políticas de cuidado retorna R$ 1,34 para a economia.</p>
<p>Gera emprego, reduz sobrecarga feminina, aumenta produtividade e diminui custos futuros com saúde e assistência.</p>
<p>O Brasil, entretanto, mantém o cuidado como assunto privado &#8211; e, portanto, feminino.</p>
<p>Não há licença estendida para mães atípicas. Não há rede pública suficiente de terapias.</p>
<p>Não há apoio financeiro contínuo para essas famílias. Não há programas estruturados de saúde mental para essas mulheres.</p>
<p>Nada que reconheça o cuidado como atividade central para o funcionamento social.</p>
<p>E é isso que transforma essas mulheres em &#8220;guerreiras&#8221;. A expressão parece elogiosa, mas carrega sua própria violência.</p>
<p>Nenhuma mãe deveria ser guerreira para garantir o básico. O heroísmo, nesses casos, só surge quando o Estado falha. E o Estado falha sistematicamente com suas mães atípicas.</p>
<p>Shakira, com algumas palavras, alcançou o que relatórios técnicos não conseguem: ativou uma consciência coletiva.</p>
<p>Lembrou que maternidade solo não é anomalia individual, mas consequência de estruturas.</p>
<p>E expôs o absurdo de um país que delega às mulheres a tarefa de sustentar o cuidado de toda a sociedade enquanto nega a elas qualquer sustentação.</p>
<p>O caminho para mudar essa realidade não é segredo. Está assentado sobre medidas concretas: uma política nacional de cuidado; apoio financeiro específico para mães atípicas; acessibilidade plena nas escolas; flexibilização laboral com estabilidade; e equipes territoriais multiprofissionais de apoio.</p>
<p>O Brasil não precisa descobrir o caminho &#8211; ele já existe. Precisa apenas admitir que nenhuma sociedade se sustenta quando empurra seu futuro para os ombros cansados de quem já carrega o mundo.</p>
<p>O gesto de Shakira foi sutil, mas abriu uma rachadura. E rachaduras, quando iluminadas, tornam visível aquilo que preferíamos não ver.</p>
<p>A pergunta que fica não é porque essas mães carregam tanto. A pergunta verdadeira é: por quanto tempo ainda aceitaremos que carreguem sozinhas aquilo que é responsabilidade de todos nós?</p>
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		<title>Orla de Santos</title>
		<link>https://www.boqnews.com/colunas/orla-de-santos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Autores Externos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2026 21:13:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>ADILSON LUIZ GONÇALVES A Prefeitura de Santos propôs algumas alternativas para implantação de uma pista de pedestrianismo na orla da praia. De fato, é comum ver pedestres caminhando ou correndo na ciclovia, disputando espaço com usuários de bicicletas, skates e veículos elétricos. Fora da ciclovia, o piso de mosaico de pedra também não ajuda muito, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>ADILSON LUIZ GONÇALVES</strong></p>
<p>A Prefeitura de Santos propôs algumas alternativas para implantação de uma pista de pedestrianismo na orla da praia.</p>
<p>De fato, é comum ver pedestres caminhando ou correndo na ciclovia, disputando espaço com usuários de bicicletas, skates e veículos elétricos.</p>
<p>Fora da ciclovia, o piso de mosaico de pedra também não ajuda muito, além da competição com pedestres caminhantes, o que faz alguns corredores optarem pela avenida, prejudicando o trânsito de veículos e correndo riscos ainda maiores.</p>
<p>As soluções propostas pela Prefeitura para implantação da pista de corrida foram: ampliação da faixa da ciclovia para o lado das avenidas da praia, suprimindo vagas de estacionamento; supressão de parte do jardim da praia; e avanço da calçada no lado da areia.</p>
<p>Suprimir vagas de estacionamento é transferir o problema para os motoristas.</p>
<p>Suprimir parte de um jardim tombado pelo patrimônio histórico e presente no Guinness Book, é arrumar ainda mais dores de cabeça.</p>
<p>Para mim, a solução mais plausível é a de avanço para o lado da areia, e explico minhas razões:</p>
<p>Eu fiz essa proposta há cerca de 20 anos, quando sequer existia a ciclovia, e não apenas em função dela.</p>
<p>Propus avançar a calçada cerca de três metros. Nela seria implantada a ciclovia e, sob ela, infraestrutura de utilidades (redes de abastecimento de água, coleta de esgoto e eletricidade) destinadas a atender eventos na orla.</p>
<blockquote><p>Administrar uma cidade é uma tarefa hercúlea. Para tentar evitar ou, ao menos, mitigar conflitos, qualquer solução deve ser pensada de forma holística, baseada em técnica, bom senso e empatia.</p></blockquote>
<p>As conexões seriam dispostas em espaços regulares, com acesso controlado pela Prefeitura.</p>
<p>Tempos depois, o então governo municipal decidiu implantar a ciclovia na orla.</p>
<p>A alternativa de extensão da calçada na faixa de areia foi um pouco &#8220;gulosa&#8221;, que eu me lembre. Previa mais de 20 metros de largura! Foi vetada.</p>
<p>Por fim, a alternativa adotada foi avançar pelas avenidas da orla.</p>
<p>Várias vagas de estacionamento foram suprimidas e, em alguns trechos, a pista José Menino &#8211; Ponta da Praia perdeu uma faixa de rolamento, além das remanescentes terem suas larguras reduzidas.</p>
<p>Assim, considero que as propostas de redução de vagas e alteração nos jardins são as menos viáveis.</p>
<p>A mais racional e menos impactante, que pode incluir minha sugestão de inclusão de redes de utilidades para o atendimento de eventos, é o avanço de poucos metros na faixa de areia.</p>
<p>A calçada ampliada seria &#8220;técnica&#8221;, assim como ocorre em paredes, pisos e colunas das edificações &#8220;inteligentes&#8221;, facilitando conexões e manutenções.</p>
<p>Creio que essa solução seria a mais promissora e de melhor resultado holístico. Outras propostas terão que ser melhores do que esta.</p>
<p>Administrar uma cidade é uma tarefa hercúlea.</p>
<p>Para tentar evitar ou, ao menos, mitigar conflitos, qualquer solução deve ser pensada de forma holística, baseada em técnica, bom senso e empatia.</p>
<p>Caso contrário, problemas podem ser agravados ou gerados, talvez mais graves e de difícil solução.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A fé e o cinema</title>
		<link>https://www.boqnews.com/colunas/a-fe-e-o-cinema/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Autores Externos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2026 15:03:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>JOSÉ RENATO NALINI A crença é algo presente na existência da imensa maioria da humanidade. Ainda os que não creem, devem acreditar em alguma coisa: a natureza, a lógica inexplicável da vida, o enigma e o mistério da morte. Mas os cineastas, quando creem, deixam o DNA de sua fé na sua obra. Para conhecer [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>JOSÉ RENATO NALINI</strong></p>
<p>A crença é algo presente na existência da imensa maioria da humanidade.</p>
<p>Ainda os que não creem, devem acreditar em alguma coisa: a natureza, a lógica inexplicável da vida, o enigma e o mistério da morte.</p>
<p>Mas os cineastas, quando creem, deixam o DNA de sua fé na sua obra.</p>
<p>Para conhecer melhor como é que o catolicismo influenciou a cinematografia de Martin Scorsese, coautor do livro “Diálogos sobre a Fé”, junto com o sacerdote Antonio Spadaro.</p>
<p>O livro não é como aquele já publicado há tempos por Jürgen Habermas e Joseph Ratzinger, que depois viria a se tornar o Papa Bento XVI.</p>
<p>Era uma conversa em que ambos falavam sobre o mesmo tema, a partir de uma indagação. No livro de Scorsese, o Padre Spadaro, hoje responsável pelo departamento de educação e cultura do Vaticano, quer que o autor principal seja o cineasta.</p>
<p>Encontraram-se e conversaram entre 20126 e 2024.</p>
<p>Scorsese fala de questões místicas com singeleza. Não sofistica sua fala. Mas é possível constatar que o seu catolicismo está presente em toda a sua obra.</p>
<p>A graça divina, por exemplo, está nos filmes “Touro Indomável” e “Táxi Driver”.</p>
<blockquote><p>A crença é algo presente na existência da imensa maioria da humanidade. Ainda os que não creem, devem acreditar em alguma coisa: a natureza, a lógica inexplicável da vida, o enigma e o mistério da morte.</p></blockquote>
<p>A imensa generosidade divina permite que todos possam voltar atrás e se arrepender, como ocorre com os assassinos de “Os Bons Companheiros” e “Cassino”.</p>
<p>Mas o catolicismo está explícito em “Silêncio”, baseado no livro de Shusaku Endo, que contempla a missão católica no Japão e a violência com que foi dizimada no século XVI.</p>
<p>Mas ele fez também “A última tentação de Cristo”. Scorsese confessa que pensou em fazer um filme sobre a vida de Cristo na Nova Iorque moderna.</p>
<p>Porém, desistiu do projeto depois de assistir “O Evangelho Segundo São Mateus”, em que Pier Paolo Pasolini “fabricou” um Cristo impressionante.</p>
<p>Para Scorsese, crença e questionamento sobre a fé, ou seja, a descrença, constituem realidades indissolúveis.</p>
<p>Ambos ou ambas se retroalimentam. Já a violência, também presente em seus filmes, é o sinal de que os humanos foram dotados de livre arbítrio.</p>
<p>É a liberdade de se opor aos desígnios da Providência, que nos quer senhores de nosso destino.</p>
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		<title>A toga que não veio: a resistência e o duro recado do Senado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Autores Externos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2026 12:47:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>ROSANA VALLE Acompanhei a sabatina de Jorge Messias, no Senado Federal, como deputada federal no exercício do segundo mandato, em Brasília-DF, mas, também, com o olhar de quem passou 25 anos no Jornalismo e aprendeu a ler o que não está dito. Antes mesmo da votação dos senadores pela aceitação ou não da indicação de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>ROSANA VALLE</strong></p>
<p>Acompanhei a sabatina de Jorge Messias, no Senado Federal, como deputada federal no exercício do segundo mandato, em Brasília-DF, mas, também, com o olhar de quem passou 25 anos no Jornalismo e aprendeu a ler o que não está dito.</p>
<p>Antes mesmo da votação dos senadores pela aceitação ou não da indicação de Messias pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para uma cadeira do Supremo Tribunal Federal (STF), já havia um sentimento difuso de cartas marcadas, de desfecho ensaiado.</p>
<p>Durante a sabatina à qual foi submetido o advogado-geral da União, as perguntas seguiam, assim como as respostas.</p>
<p>Mas nada ali parecia ter força para alterar o rumo. Era um rito sendo cumprido, um protocolo avançando, com a naturalidade de quem já conhece o final da história.</p>
<p>A sensação era de jogo decidido. Até que, em certo momento, uma frase da senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) sintetizou o clima: &#8220;Não se esqueça dos amigos que fez aqui, quando vestir a toga.&#8221;</p>
<p>Não foi um alerta. Foi uma antecipação. A fala logo gerou ampla repercussão nas redes sociais e comentários sobre a relação entre senadores e ministros da Alta Corte. Para muitos, o comentário foi visto como uma confissão ou lembrança de apoio político.</p>
<p>Mas a Política nem sempre segue uma linha previsível. Desta vez, ao menos, não seguiu.</p>
<p>Por 42 votos contra 34, o Senado Federal rejeitou a indicação de Messias à Alta Corte, impondo, ao meu ver, dura derrota a Lula. O resultado surpreendeu até mesmo o governo petista e, ao que tudo indica, o próprio indicado.</p>
<p>A reação de Messias, no fim, foi reveladora: fala contida, abraço da esposa e esforço visível para se recompor. Era o retrato de quem já se via no cargo, com a caneta na mão, e não esperava precisar lidar com a derrota.</p>
<p>As explicações vieram imediatamente e continuam reverberando. Fala-se em articulação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), interessado em outro nome para o STF, como o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG). Aponta-se, também, a pressão da opinião pública diante do tema.</p>
<blockquote><p>A Casa Revisora disse &#8220;não&#8221; &#8211; uma resposta que rompe, ainda que pontualmente, a sensação de que tudo já chega decidido no Congresso Nacional; de que os ritos existem apenas para formalizar acordos fechados nos bastidores.</p></blockquote>
<p>Mas reduzir o resultado a um único fator é simplificar demais. Afinal, havia elementos concretos no tabuleiro.</p>
<p>Entre eles, posicionamentos de Messias que geraram desconforto dentro e fora da Câmara Alta.</p>
<p>Um dos mais sensíveis recai na defesa da assistolia fetal em gestações acima de 22 semanas &#8211; procedimento médico que interrompe os batimentos do feto por meio de aplicação direta de agentes farmacológicos (como cloreto de potássio) no coração.</p>
<p>O tema, como não poderia deixar de ser, toca convicções profundas.</p>
<p>Mas há um ponto que, para mim, é incontornável. Messias não era apenas um nome técnico, mas, sim, o ocupante da Advocacia-Geral da União (AGU), homem de confiança do presidente da República e aliado direto. E isso tem um peso enorme, convenhamos.</p>
<p>Ora, o STF não pode ser percebido como extensão de governos, de mandatos, de partidos.</p>
<p>Quando tal linha começa a se embaralhar, a reação institucional deixa de ser surpresa.</p>
<p>Somam-se a isso dúvidas sobre independência, sobre liberdade de expressão e quanto à atuação da AGU em relação a críticos dos atuais ocupantes do Palácio do Planalto.</p>
<p>O resultado, por óbvio, foi resistência. E o Senado reagiu. Como bem disse o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), não foi apenas uma derrota para Messias. Foi uma derrota para a gestão de Lula.</p>
<p>Mesmo após semanas de articulação intensa, de infindáveis reuniões e de votos considerados certos, o desfecho foi outro, como vimos.</p>
<p>A Casa Revisora disse &#8220;não&#8221; &#8211; uma resposta que rompe, ainda que pontualmente, a sensação de que tudo já chega decidido no Congresso Nacional; de que os ritos existem apenas para formalizar acordos fechados nos bastidores.</p>
<p>Desta vez, o resultado foi diferente.</p>
<p>A rejeição a Messias significa menos um aliado de Lula no Supremo, mas, principalmente, é a certeza de que os freios institucionais ainda podem ser melhor calibrados no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
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