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Literatura

Entrepetas é vida não embalsamada

A palavra que dá o nome ao livro, Entrepetas, não tem no dicionário. Nem a tecnologia do word – a…

13 de julho de 2018 - 19:43

Da Redação

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A palavra que dá o nome ao livro, Entrepetas, não tem no dicionário.

Nem a tecnologia do word – a tipologia da máquina escrever da nova era – a reconhece.

E na internet, ela só faz relação à obra do jornalista, diretor, ator, dublador, publicitário, radialista e servidor público, Clóvis Duduka Monteiro.

O título acima finaliza o prefácio do livro,  escrito pelo jornalista Mauri Alexandrino, falecido no ano passado, e muito amigo de Duduka (com k mesmo!).

O livro sintetiza o humor e a vida deste santista, nascido há 58 anos, que já atuou como repórter esportivo, chefe de reportagem da TV Tribuna, e ator-dublador do programa Cabaré do Barata, com o falecido Agildo Ribeiro.

Afinal, humor é uma marca registrada de Duduka, responsável pelo primeiro programa do gênero no rádio da Baixada Santista, no final dos anos 80, o Elvis Clovis Show, um sucesso à época.

Duduka, livro foi escrito em 1996 e lançado apenas agora, em homenagem ao amigo falecido no ano passado

Uma espécie de stand up comedy radiofônico. Mas, sem dúvida, bem mais inteligente que muitos que ocupam os canais do you tube por aí e enchem plateias que gostam do rir de qualquer coisa.

A morte de Mauri, aliás, foi a razão deste material ser editado, após 22 anos aguardando o prelo.

O livro foi escrito na primavera de 1996 – em “apenas quatro ou cinco dias”, como recorda o autor.

Mas foi em 2001 que o mesmo foi registrado na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

Foi instigado pela também jornalista e colega, Fátima Francisco, também falecida.

Assim, Mauri Alexandrino teve contato com o material e resolveu escrever o prefácio. Ainda que fosse um exemplar apostilado.

Junto com outro amigo, Fernando Montanha, dono da agência Fenômeno Propaganda, autor da ‘orelha’.

O tempo passou e o material foi esquecido.

Até que outro amigo, seu compadre, Paulo Maurício, que trabalha na mesma agência de Montanha, entregou-lhe a única cópia existente.

“Ao ver aquela versão, o Paulo Maurício insistiu para que eu publicasse. E o fiz, homenageando nosso colega Mauri Alexandrino, cujo prefácio me emocionou”, lembra Duduka, que mandou a obra para o prelo em fevereiro passado.

E o trabalho ganhou um toque especial, com as ilustrações – sempre maravilhosas – do Sergio Ribeiro, o Seri, pai da Bigail!, que ilustrou alguns capítulos graciosamente.

Além da capa original, de autoria do publicitário Cuca Campbell, também da Fenômeno.

Livro é uma compilação de histórias escritas em apenas ‘4 ou 5’ dias, como lembra o autor

Entrepetas em busca do lançamento oficial

A vontade de homenagear o antigo amigo resultou na impressão de alguns exemplares, entregues a amigos e profissionais de Imprensa.

Lançamentos, como gostaria Duduka, ainda não ocorreram. Mas vontade não lhe falta.

“Nunca tive pretensões literárias. Mas se tiver que fazer algo, espero com o tempo conseguir pelo menos um pequeno lançamento”, enfatiza.

Portanto, para conhecer um pouco desta obra, basta contatá-lo pelo e-mail duduka@ddkproducoes.com.

Certamente, você se divertirá com as histórias de um dos mais competentes jornalistas – e humoristas – que esta Cidade já lançou.

E que está na ativa. Do seu jeito, do seu modo.

Afinal, Duduka fazia comédia antes mesmo da onda dos atuais stand up , moda que ganhou espaço via redes sociais, onde o humor fácil é a regra.

Aliás, nem sempre com inteligência.

Algo que Duduka sabia fazer com muito mais competência. Já no século passado.

Afinal, como escreve Alexandrino, Entrepetas é vida não embalsamada.

Afinal, o que vale é rir.

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