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PF realiza Operação Efeito Dominó em combate a lavagem de dinheiro do tráfico

Um dos comandantes do esquema era tido como um dos maiores traficantes da América do Sul, tendo conexões em dezenas de outros países.

15 de Maio de 2018 - 14:03

Pedro Peduzzi

Agência Brasil

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A Polícia Federal realizou, nesta terça-feira (15), a Operação Efeito Dominó. A Operação consiste no desdobramento da Operação Spectrum, iniciada em julho do ano passado. Assim, desarticulando uma estrutura estabelecida para o tráfico internacional de drogas.

Cerca de 90 policias cumprem 26 ordens judiciais, tendo em vista que, 18 são de busca e apreensão; cinco de prisão preventiva e três de prisão temporária nos estados do Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará, Paraíba, Mato Grosso do Sul e São Paulo, além do Distrito Federal.

Durante as investigações da Operação Spectrum, a PF desmontou uma estrutura criminal criada visando o tráfico internacional de drogas. Esse esquema era comandado por Luiz Carlos da Rocha, mais conhecido como Cabeça Branco.

Doleiros

Por meio de nota, a PF informou hoje que as investigações demonstram “robustos indícios acerca do modo de operação da organização criminosa. Ela consiste na convergência de interesses das atividades ilícitas dos “clientes dos doleiros” investigados, pois de um lado havia a necessidade de disponibilidade de grande volume de reais em espécie para o pagamento de propinas.

Já de outro, traficantes internacionais como Luiz Carlos da Rocha possuíam disponibilidade de recursos em moeda nacional e necessitavam de dólares para efetuar as transações internacionais com fornecedores de cocaína”.

Dois doleiros tinham atuação “concreta e direta” com o grupo criminoso. Ambos eram conhecidos desde a Operação Farol da Colina (caso Banestado) e na Lava Jato. De acordo com os investigadores, eles foram alvos de investigações pela mesma prática criminosa.

“Quanto ao operador financeiro (doleiro) já investigado da Operação Lava Jato, chama atenção o fato de ter retornando às suas atividades ilegais mesmo tendo firmado acordo de colaboração premiada com a Procuradoria Geral da República. e posteriormente homologado pelo Supremo Tribunal Federal. A Procuradoria Geral da República e o STF serão comunicados sobre a prisão do réu colaborador para avaliação quanto à “quebra” do acordo firmado”, diz a nota da PF.

Com a operação desta terça, a PF pretende reunir informações complementares da prática dos crimes de lavagem de dinheiro, contra o Sistema Financeiro Nacional, organização criminosa e associação para o tráfico internacional de entorpecentes.

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