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26 DE JANEIRO DE 2022

Instituto Histórico busca 100 parceiros para digitalizar a história de Santos

Para garantir a operação plena do projeto, o Instituto Histórico e Geográfico de Santos está conversando com vários setores da sociedade, buscando a união em torno da causa

Por: Da Redação

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Em 2019, o Instituto Histórico e Geográfico de Santos (IHGS) assumiu para si a missão de digitalizar os acervos históricos de periódicos de Santos e região, que compreende mais de 2,5 milhões de páginas de cerca de 50 títulos diferentes de jornais e revistas editados na Baixada Santista entre 1850 e 2008.

Naquele ano, a instituição histórica, com uso de uma máquina digitalizadora profissional alugada com recursos próprios, conseguiu produzir mais de 40 mil páginas de periódicos como a Revista Commercial (1850-1872), considerado o veículo impresso mais antigo da cidade; a Gazeta Popular (1931-1938); a Gazeta do Povo (1918); o Jornal da Noite (1923-1925), além das revistas Fita (1911-1914); Flamma (1922-1956); Estrela Azul (1945); entre outros com menor quantidade de edições.

Com a pandemia, o IHGS teve de devolver o equipamento e suspender o processo, porém trabalhou nos bastidores objetivando obter os recursos que o município necessitava para a compra de um equipamento profissional próprio.

Em novembro deste ano, finalmente a primeira digitalizadora chegou, via Fundação Arquivo e Memória de Santos que, por sua vez, está celebrando um Termo de Cooperação Técnica com o Instituto Histórico visando somar os esforços para dar prosseguimento ao projeto intitulado “Digitalizando o Passado para as Futuras Gerações”.

“Conseguimos recursos do Ministério Público, via Fundação Arquivo e Memória de Santos e de emendas parlamentares de deputados, sendo uma delas também via Fams (emenda do deputado estadual Douglas Garcia – PSL/SP) e outra via Secult (emenda da deputada federal Rosana Valle – PSB/SP)”, disse o jornalista e escritor Sergio Willians, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Santos e ex-diretor técnico da Fundação Arquivo e Memória de Santos, cargo que ocupava quando trabalhou para obter os recursos das três fontes.

“Agora que a primeira máquina chegou, a do Ministério Público, vamos voltar à carga para concluir nossa missão até o final de 2023”, completou. Willians reforçou que, com a chegada da segunda máquina, a da Secult, o ritmo de digitalização possibilitará a redução do prazo para a conclusão da missão.

Willians participou do Jornal Enfoque – Manhã de Notícias de hoje, onde falou dos planos para o projeto 100 por Santos.

 

Campanha “100 por Santos”

Para garantir a operação plena do projeto, o Instituto Histórico e Geográfico de Santos está conversando com vários setores da sociedade, buscando a união em torno da causa. “Com o maquinário garantido, agora precisamos viabilizar o custo de operação, que gira em torno de R$ 20 mil mensais. Tentamos obter o recurso por meio de um edital do Proac – do Governo do Estado de São Paulo. Mas o projeto acabou não sendo contemplado. Então decidimos buscar alternativas e a melhor que aventamos é buscar o apoio da sociedade civil, por meio de empresas que tenham a compreensão sobre a importância do resgate das memórias da região depositadas nos acervos de jornais históricos. Mas, para que isso não pese no bolso dessas empresas, decidimos fragmentar a captação em 100 cotas, o que gerou a ideia do 100 Por Santos, ou 100% de Apoio à Memória da cidade e da região”, explicou o presidente do IHGS, que pensou inicialmente em buscar o apoio somente dentro das universidades da região, mas, diante da crise, viu que um valor de participação muito grande não surtiria efeito. “Eu chamo essa ação de efeito Colmeia, dentro do conceito ‘A União Faz a Força’”.

Assim, a Campanha “100 Por Santos” busca o apoio de 100 empresas, em cotas de R$ 200,00 (Duzentos Reais) mensais, transferidas dentro de um contrato de apoio de 24 meses. “Obviamente é bem mais trabalhoso captar recursos junto a essa quantidade enorme de empresas mas, se olharmos pelo lado positivo, esta é uma grande oportunidade para registrarmos uma luta coletiva em torno de uma causa de resgate, e que tem começo, meio e fim, pois, quando tivermos concluído a digitalização das 2 milhões de páginas restantes de jornais e revistas, a nossa missão terá findado”, disse Willians, ratificando ainda que o maquinário será utilizado posteriormente para digitalizar outros tipos de documentos, mantendo sua utilidade nas instituições públicas e privadas de interesse público em Santos e região.

As empresas que aderirem, além de terem seus nomes vinculados à missão, receberão produtos do Instituto Histórico e Geográfico de Santos e a produção de um artigo histórico sobre ela no Blog Memória Santista, produzido pelo jornalista Sergio Willians, que também é colunista do jornal A Tribuna.

Acesso democrático no site da Biblioteca Nacional

Todo o repositório digital produzido pelo Instituto Histórico e Geográfico de Santos já está sendo abrigado no sistema da “Hemeroteca Digital Brasileira”, mantido pela Fundação Biblioteca Nacional. “Em 2019, nós celebramos um Termo de Cooperação Técnica com a FBN justamente para compartilhar o resultado de nossos esforços. Lá já estão não só as 40 mil páginas por nós digitalizadas, mas outras cerca de 550 mil páginas do jornal A Tribuna, que foram digitalizadas pela própria Biblioteca Nacional a partir dos microfilmes do acervo do Grupo A Tribuna. Este acordo foi intermediado também por nós e contou com o apoio da deputada Rosana Valle, que destinou emenda de R$ 100 mil em 2020, para que a FBN utilizasse no projeto da Hemeroteca Digital, que compartilha hoje cerca de 150 milhões de páginas de jornais e revistas de todo o país”, disse Willians, que já iniciou o processo de renovação da parceria com a entidade federal.

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