Ser ou não ser I?
Com o fim da janela partidária, os apoios partidários começam a ficar claros – ou não.
Afinal, muita água vai rolar até a definição das convenções partidárias, que ocorrerão entre 20 de julho a 5 de agosto.
Até lá, dúvidas shakesperianas não faltarão.

Nem as estátuas dos deuses romanos Minerva e Mercúrio sabem que será o candidato da Administração. Foto: Isabela Carrari/PMS-Divulgação
Ser ou não ser II?
O troca-troca partidário deixou claro o impasse político dentro da Administração.
Afinal, nem as estátuas dos deuses romanos Minerva (Palas Atenas, na mitologia grega) e Mercúrio (Hermes) que encontram-se à entrada do Palácio José Bonifácio sabem quem será o candidato do governo municipal.
Ser ou não ser III?
Tudo em razão da provável entrada na disputa da deputada Rosana Valle (PL), sempre bem pontuada nas pesquisas.
Sem contar a participação da ex-prefeita e vereadora Telma de Souza (PT), uma concorrente à altura.
Caminho de volta?
Afinal, a movimentação política foi tão intensa na última semana que nos bastidores ninguém crava quem entrará na disputa para representar o governo.
Um grupo defende a candidatura do ex-prefeito e deputado Paulo Alexandre Barbosa, que ensaiou deixar o PSDB, mas corria o risco de perder o mandato se fosse expulso da federação do partido com o Cidadania, caso migrasse para o PSD.
Afinal, o primeiro suplente da Federação é o professor e conhecido comentarista Marco Antonio Villa (Cidadania), que obteve 95.745 votos.

Vice-prefeita Renata Bravo foi para o PSD, a despeito de presidir o PSDB municipal antes da janela partidária. Mudança simboliza que seu nome ganha força para se manter como vice – independente quem seja o candidato do governo. Foto: Carla Nascimento/Arquivo
Saída da presidência
A surpresa foi a ida da atual vice e então presidente do PSDB municipal para o PSD, Renata Bravo.
Como não tem pretensões de disputar uma vaga ao Legislativo, seu nome ganhou força para continuar no cargo como vice.
Independente quem seja o cabeça de chapa.
Ou seja, algo sui generis: nas eleições de Santos está mais fácil imaginar quem será a vice do que o candidato a prefeito.
Em busca de espaço
Já o prefeito Rogério Santos (Republicanos) tem três meses para tornar seu nome mais conhecido do público.
Afinal, o governo tem avaliação positiva entre a maioria dos santistas, mas isso não se reflete em intenção de votos no volume desejado, preocupando o grupo político do deputado Paulo Alexandre, além do próprio prefeito Santos.
Pesquisas decidirão o rumo a ser tomado.
Emoções à flor da pele até lá.
Cenário
Se Paulo Alexandre for o candidato, haverá dobradinha PSDB-PSD.
E caso seja eleito, ele poderá trocar de partido, sem problemas.
No entanto, se isso ocorrer, alguns opositores acreditam que o Republicanos poderá rever o apoio, sobre ordem do diretório estadual, migrando para a candidatura da deputada Rosana Valle.
Aguardemos.
Aguardo do capitão
Aliás, a despeito de vários profissionais já estarem trabalhando no plano de governo de Rosana, a mesma ainda não tornou seu desejo público.
Espera a vinda do ex-presidente Jair Bolsonaro a Santos, prevista para o final de maio ou início de junho, para divulgar sua pré-candidatura.
Mudanças de cadeiras
Com o fim da janela, 7 dos 21 vereadores mudaram de partidos. As maiores bancadas ficaram agora com o PL, União Brasil e Republicanos, todas com três cadeiras.

Banha saiu do MDB, após 40 anos na legenda. Foi para o Republicanos na sexta e no dia seguinte já estava no PSD. Foto: Divulgação/Arquivo
The flash
Filiado ao Republicanos na sexta, com direito à foto em frente da sede do partido no Embaré, seu reduto eleitoral, o ex-vereador Antonio Carlos Banha migrou para o PSD no dia seguinte, último dia da janela partidária.
Sincronismo
Prefeito Rogério Santos anuncia em breve alterações no sincronismo dos semáforos que irão melhorar o fluxo em importantes vias da Cidade.
Quem responde?
Afinal, quem…
será o candidato do governo municipal?
Confira as notícias do Boqnews no Google News e fique bem informado.
Deixe um comentário