Falta discussão sobre pacto federativo, lamenta ex-vereador Sadao Nakai | Boqnews
Ex-presidente da Câmara, Sadao Nakai. Foto: Felipe Brandão

Eleições 2022

26 DE SETEMBRO DE 2022

Falta discussão sobre pacto federativo, lamenta ex-vereador Sadao Nakai

Sadao Nakai lamenta a falta de discussão entre os candidatos sobre o pacto federativo, que reequilibra as forças entre União, estados e municípios.

Por: Fernando De Maria

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Ex-presidente do Legislativo santista, o vereador Sadao Nakai saiu da vida partidária (foi filiado ao PSDB por anos), mas permanece como uma ativa voz nas discussões políticas do País, Estado e da Baixada Santista.

Ele é um defensor do pacto federativo, onde haveria maior equilíbrio econômico da participação da União, estados e municípios.

No entanto, Nakai lamenta não ter visto esta discussão nas campanhas eleitorais entre os que estão na disputa.

“Vivemos uma guerra de narrativas, com pouca discussão sobre planos de governo e assuntos que nada acrescentam para a governabilidade”, enfatiza.

Nakai participou do Jornal Enfoque – Manhã de Notícias desta segunda (26).

“O cidadão vive nos municípios”, enfatizou, lembrando a bandeira defendida pelo ex-governador paulista, Franco Montoro. (1983-1987).

Assim, ele lamentou que nem mesmo os candidatos a deputados da região levantam esta bandeira.

Ele salienta apenas o trabalho do deputado Samuel Moreira (PSDB), que tem maior envolvimento com o tema na Câmara Federal.

Ex-vereador Sadao Nakai falou sobre política, eleições, Estrela de Ouro e outros assuntos durante o Jornal Enfoque – Manhã de Notícias, apresentado pelo jornalista Francisco La Scala Jr. Foto: Felipy Brandão.

Maior bancada

Sobre o desenvolvimento da Baixada Santista, Nakai espera um aumento das bancadas a deputados estadual e federal da região de forma a fortalecer a representatividade regional.

“São Paulo saiu na frente (com a criação das regiões metropolitanas), mas parou na disputa pela distribuição de recursos para garantir a governabilidade e seus currais eleitorais”, enfatizou.

“Todos usaram a Casa Civil para este fim, após o governador Mario Covas (1995 – 2001)”.

Aliás, foi Covas quem criou a Região Metropolitana da Baixada Santista no final dos anos 90, a primeira fora da Capital.

Hoje, por exemplo, os municípios da região ficam à mercê do repasse de verbas Dade (para fins turísticos), cujos valores são bem menores que os previstos em lei.

No entanto, são, muitas vezes, a única fonte de receita extra diante das limitações orçamentárias.

Porto de Santos

Nakai lamenta também a forma como o processo de desestatização do Porto de Santos está ocorrendo.

Para ele, a questão central passa pela dragagem no Porto de Santos, aumentando o calado para 17 metros.

“Mas eu não vi qualquer discussão sobre os impactos ambientais na Cidade”, enfatiza.

Ele cita o que está ocorrendo, por exemplo, nas praias de Santos, com o encurtamento dos trechos dos canais 5 e 6.

Como reflexo, o alargamento entre os canais 1 e 2, inclusive com o constante assoreamento dos canais junto à faixa de areia.

Por sua vez,  reconhece a perda de postos de trabalho, decorrente não só das mudanças no Porto de Santos, mas também pelo esvaziamento do polo industrial de Cubatão.

Dessa forma, defende ações para a geração de empregos, como o Complexo Andaraguá, em Praia Grande, cuja estimativa é gerar até 15 mil postos de trabalho.

Luta japonesa

Presidente do clube Estrela de Ouro e da Associação Japonesa de Santos, Sadao Nakai relatou também a origem do clube, criado em 1952 por um grupo de jovens da colônia japonesa amantes de futebol.

Ela decorreu da medida imposta pelo governo Vargas. (Getúlio Vargas – 1930 – 1945)

Em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, Vargas determinou que japoneses, italianos e alemães que vivessem no litoral tivessem 24 horas para deixar suas moradias e bens.

Assim, Santos, que concentrava milhares de famílias, foi uma das cidades mais atingidas.

Na ocasião, a Cidade registrou um êxodo em massa de imigrantes que rumaram para o interior por meio da linha férrea Santos – Jundiaí.

Após a guerra, muitos voltaram e outros não.

Assim, os imigrantes resolveram que seus filhos não fossem mais vítimas desta discriminação.

Dessa forma, por meio do futebol, encontraram uma forma de socializar os jovens junto com os demais brasileiros usando o esporte como referência.

Aliás, o Brasil respirava futebol em razão da perda da Copa do Mundo em 1950.

E assim surgiu o Estrela de Ouro, que, a exemplo, do Atlanta, também da colônia japonesa, se tornou uma referência na cultura, gastronomia e nos esportes de Santos.

Programa completo

Confira o programa completo

 

 

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