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12 DE SETEMBRO DE 2008

Atendimento especial

Escolher entre um animal doméstico convencional ou espécie silvestre exige dos proprietários cuidados que podem passar despercebidos prejudicando a saúde dos bichos.A categoria de animais silvestres inclui todos os animais que fazem parte da fauna nacional,  entre eles as aves, répteis, roedores e pequenos primatas com necessidades peculiares.“Cada espécie de animal silvestre exige um cuidado […]

Por: Da Redação

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Escolher entre um animal doméstico convencional ou espécie silvestre exige dos proprietários cuidados que podem passar despercebidos prejudicando a saúde dos bichos.

A categoria de animais silvestres inclui todos os animais que fazem parte da fauna nacional,  entre eles as aves, répteis, roedores e pequenos primatas com necessidades peculiares.



“Cada espécie de animal silvestre exige um cuidado diferente e que muitas vezes é desconhecido pelos donos ou por outros profissionais. Ao contrário dos gatos e cachorros que apresentam sintomas parecidos em algumas doenças e o dono logo percebe, as aves podem ficar dias e dias sem que o responsável note qualquer diferença”, explica o veterinário especializado em animais silvestres e exóticos, André Luís Andrade, que atende a domicílio e em algumas clínica veterinárias de Santos e São Paulo.

De acordo com ele, os três cuidados indispensáveis para que o animal tenha uma vida saudável são alimentação, ambiente e higiene. “A gaiola deve ser grande e o animal precisa ficar exposto à luz solar direta nos horários em que a incidência dos raios é mais fraca. Isso é fundamental para o bem-estar dele. Já os cuidados com a higiene, geralmente, são seguidos à risca”.

Outra idéia equivocada apontada por Andrade é o uso de medicamentos diluídos em água, que muitas vezes não é ingerido na dose certa. A automedicação é outro agravante na saúde do bicho. “Já atendi pessoas que davam qualquer remédio para ver seu pássaro cantar e o animal morria muito jovem. Ou então, o dono procurava orientações, mas não as seguia porque não dariam o resultado esperado. Isso tudo é complicado, pois estes animais são totalmente diferentes  uns dos outros”, ressalta.

Apesar de atender clientes que possuem animais legalizados ou não, o veterinário reforça a  idéia que o tráfico de animais é crime e pode representar riscos tanto para o bicho como para seu futuro dono.
Ele explica que geralmente os vendedores de animais ilegais os caçam e juntam todos no mesmo lugar, o que aumenta as chances de um animal transmitir suas bactérias a outro podendo contaminar e matar boa parte deles.

Comida

Mesmo tendo outros fatores que influenciam no tempo de vida dos animais, a alimentação é a maior vilã.
Andrade conta que socorreu alguns animais com a saúde  debilitada por ingerir comidas inadequadas.“Já atendi um papagaio que estava com gordura acumulada no fígado porque a dona o alimentava com arroz e feijão todos os dias. Há casos em que o bicho come  até chocolate! As pessoas costumam pensar que os coelhos comem cenoura, que os cágados comem folhas e tomate e que as aves comem sementes, mas não é bem assim. A alimentação destes bichos é diferenciada e somente com a orientação de um profissional é possível prolongar a vida dele”, diz.

Riscos

Além dos problemas que afetam a saúde do bicho, o convívio com animais que não recebem os cuidados básicos podem resultar em doenças para os proprietários. “As aves calopsitas são um típico exemplo de que esta convivência pode prejudicar o homem, pois elas carregam consigo bactérias altamente nocivas à saúde de seus donos. Por isso, é bom evitar ficar beijando ou dando comida na boca”, afirma o especialista.

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