Governo conta com a CPMF para superavit em 2016 | Boqnews
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3 de novembro de 2015

Governo conta com a CPMF para superavit em 2016

O deputado Ricardo Barros, que é vice-líder do governo Dilma Rousseff na Câmara, reiterou, na semana passada, sua defesa de cortes em programas sociais, como o Bolsa Família como forma de fechar a proposta orçamentária do próximo ano sem deficit público

O deputado Ricardo Barros, que é vice-líder do governo Dilma Rousseff na Câmara, reiterou, na semana passada, sua defesa de cortes em programas sociais, como o Bolsa Família como forma de fechar a proposta orçamentária do próximo ano sem deficit público

O número 2 do Ministério do Planejamento, Dyogo Oliveira, rebateu o relator do projeto de Orçamento na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), e disse que, sem a CPMF, não será possível atingir o superavit previsto de 0,7% do PIB em 2016.

“A gente conta com um conjunto de medidas de receitas, entre as quais a CPMF, para fechar o superavit de 2016. Sem essas receitas, realmente não tem como ter um resultado muito bom em termos fiscais em 2016. Tem que aprovar a CPMF”, afirmou Oliveira à reportagem nesta segunda-feira (2).

Em Nova York para um encontro de manhã com investidores para promover o pacote de concessões em infraestrutura do governo, o secretário-executivo fez uma palestra na Universidade Columbia à noite, antes de embarcar para a Alemanha, onde voltará a vender as medidas.

O deputado Ricardo Barros, que é vice-líder do governo Dilma Rousseff na Câmara, reiterou, na semana passada, sua defesa de cortes em programas sociais, como o Bolsa Família como forma de fechar a proposta orçamentária do próximo ano sem deficit público. Ele sugeriu, por exemplo, corte de R$ 10 bilhões na previsão de despesas do Bolsa Família, o que representa 35% do total de R$ 28,8 bilhões.

Durante o evento nos EUA, Oliveira enfatizou que o programa de transferência social, “que é tão discutido e tão criticado”, responde a apenas 2,5% dos gastos do governo.

O número 2 do Planejamento diz estar confiante que o Congresso aprovará a recriação do imposto do cheque -mesmo que não neste ano. Em resposta a um aluno, Oliveira disse que os R$ 32 bilhões que o governo espera arrecadar serão destinados à Previdência Social. Ele não fez menção à análise no governo de destinar parte dos recursos à área da saúde.

Oliveira afirmou esperar um deficit de “cerca de 1%” em 2015. Na semana passada, o governo anunciou ter abandonado a meta de superavit de 0,15% e adotou a previsão de deficit de 0,9%, mas o rombo pode chegar a 1,09% do PIB se fracassar o leilão de usinas hidrelétricas planejado para daqui a um mês.

O secretário-executivo apresentou na universidade uma versão enxuta da explanação que fizera aos investidores. Antes de sua fala, o professor responsável pelo curso de pós-graduação, o brasileiro Sidney Nakahodo, informou aos alunos que Oliveira estava em uma missão oficial e, portanto, falaria em nome do governo, e não do seu ponto de vista pessoal.

Ao final, estudantes brasileiros fizeram comentários céticos quanto ao cenário positivo traçado.

Oliveira disse que a crise atual é “diferente” das anteriores, porque o país está protegido por reservas internacionais de US$ 370 bilhões. Ele admitiu, contudo, que os reflexos dos ajustes necessários serão sentidos, sobretudo, com a desvalorização do real e aumento do desemprego.

O secretário-executivo afirmou que a principal preocupação dos investidores com quem tem falado é a crise política no Brasil. “A economia brasileira é muito resiliente. Em um ou dois anos, estaremos crescendo de novo”, afirmou.

Da Redação
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