São Paulo

Governo se reúne com consórcio vencedor dos estudos de desestatização dos portos

Consórcio DAGNL deve iniciar estudos este mês, com conclusão prevista para o segundo trimestre de 2021; leilão está previsto para 2022

10 de setembro de 2020 - 10:54

Da Redação

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O Ministério da Infraestrutura realizou, nesta quarta-feira (9) – em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com a Santos Port Authority (SPA) e com o Porto de São Sebastião –, o pontapé inicial com o consórcio DAGNL para a execução dos estudos de desestatização dos portos de Santos e de São Sebastião (SP).

O consórcio vencedor, composto pela DTA Engenharia, Garín, Alvarez & Marsal, e pelos escritórios de advocacia Lobo De Rizzo e Navarro Prado Advogados, deverá iniciar os estudos em setembro, com conclusão prevista para o segundo trimestre de 2021.

Já o leilão para as desestatizações está previsto para 2022.

A atual etapa definirá o melhor modelo de exploração dos dois portos.

Na desestatização, o Estado transfere uma atividade ou um ativo à iniciativa privada por meio de venda, concessão ou autorização.

A expectativa é que a entrada do setor privado na gestão dos portos gere maior fluxo de investimentos e mais dinamização da atividade portuária.

Além da modernização e melhoria dos níveis de serviços, aumento da eficiência, mais competividade (interna e externa), bem como incorporação das melhores práticas internacionais.

O presidente do BNDES, Gustavo Montezano, explicou as experiências adquiridas pelo banco a partir dos estudos já iniciados do processo de desestatização da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa).

Segundo ele, o Porto de Santos é uma espécie de “joia da coroa”.

 

BNDES

A partir da assinatura do contrato com o BNDES, o banco fica responsável não apenas pelos estudos e pela modelagem da desestatização dos empreendimentos portuários, como, também, pelo suporte à realização das audiências públicas e do leilão, acompanhando o processo até a assinatura do contrato entre o setor público e o parceiro privado vencedor do certame.

Foto: Sérgio Furtado/Divulgação

Porto de Santos

Os números do porto são superlativos e dão a dimensão da importância da atração da iniciativa privada no processo de desestatização.

Somente em 2019, foram 134 milhões de toneladas movimentadas, receita líquida de R$ 967,3 milhões e lucro líquido de R$ 87,3 milhões.

A taxa de crescimento anualizada é de cerca de 5%.

 

Porto de São Sebastião

O complexo portuário de São Sebastião movimentou, em 2019, 740,5 mil toneladas, aumento de 6,5% em relação ao ano anterior.

Entre as principais cargas estão: graneis sólidos (94,2%), carga geral (3,5%) e granel líquido e gasoso (2,3%).

Mesmo com o crescimento no volume transportado, o prejuízo líquido acumulado do porto supera os R$ 43,5 milhões – um dos principais argumentos para a desestatização.

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