Saúde no Esporte

Cuidados com a distensão muscular no futebol

A lesão é ainda mais comum em atletas mais velhos (a partir de 30 anos), no início ou final da temporada e no momento de retorno esportivo após uma lesão.

23 de julho de 2020 - 20:27

Publieditorial

Compartilhe

No artigo de hoje, vamos discutir as distensões musculares, que é um dos problemas médicos mais substanciais tanto no futebol profissional como no recreativo.

A lesão é ainda mais comum em atletas mais velhos (a partir de 30 anos), no início da temporada (quando o atleta ainda está sem ritmo de treino e jogo), no final da temporada (devido à fadiga cumulativa) e, também, no momento de retorno esportivo após uma lesão.

Conhecer os fatores de risco e as medidas preventivas a serem adotadas é fundamental para evitar este tipo de lesão.

 

A distensão muscular é comum na prática de atividades físicas em geral. Foto: Divulgação

 

Quais os fatores de risco para distensões musculares no futebol?

O principal fator de risco para a lesão muscular está relacionado aos desequilíbrios e deficiências de grupos musculares específicos.

Nestas condições, a musculatura pode não ser capaz de resistir a um movimento de aceleração ou desaceleração e, assim, se alongar além de sua capacidade de resistência.

A maior parte das lesões acontecem no início ou na parte final dos treinos ou jogos.

No início, elas decorrem da falta de um aquecimento adequado, quando a musculatura sai de uma situação de quase repouso para outro de atividades em altíssima intensidade.

No final do jogo, elas decorrem da fadiga.

Uma musculatura cansada funciona como um carro que chega a uma curva sem freio.

O atleta perde o controle da musculatura, que se rompe mais facilmente.

Assim, dosar a carga de treino, evitando-se chegar a um ponto de fadiga extrema, é fundamental, principalmente para o atleta sob maior risco.

 

O que fazer no caso de suspeita de lesão muscular?

Jogadores com suspeita de lesão muscular devem ser avaliados por um médico especialista em lesões no esporte, que irá classificar a lesão em grau I (mínima lesão das fibras musculares), grau II (lesão parcial das fibras musculares) ou grau III (mais de 50% das fibras musculares acometidas).

Isso irá direcionar o tratamento seguinte e o tempo de recuperação.

No início, o atleta deve aplicar gelo no local, compressão e repouso.

A medida em que o grau de cicatrização da musculatura permite, exercícios de alongamento são gradativamente introduzidos, seguidos de exercícios de fortalecimento e, por fim, exercícios específicos do futebol incluindo aceleração e desaceleração, chutes e mudanças de direção.

O retorno esportivo pode variar de duas semanas (nas lesões leves) a até três meses, nas lesões mais graves.

 

Dr João Hollanda

O Dr João Hollanda é médico ortopedista especialista em joelho e médico da Seleção Brasileira de Futebol Feminino.

 

Outras informações

Eles podem ter causas traumáticas e de uso excessivo, com conseqüência prática direta devido a diferenças em termos do regime de cuidados pós-primários e prognóstico.

Um diagnóstico preciso é o primeiro passo para um tratamento específico e geralmente permite prever o retorno ao jogo (RTP).

Os princípios atuais de tratamento não têm base científica firme; eles são praticados amplamente como medicina empírica devido à falta de estudos prospectivos randomizados.

O tratamento imediato geralmente segue o princípio do preço (proteção, repouso, gelo, compressão, elevação).

Dependendo do tipo de lesão muscular, procedimentos físicos e fisioterapêuticos específicos, bem como exercícios de reabilitação e terapia de treinamento gradual são usados para recondicionar a estrutura lesada, restaurar a coordenação e a propriocepção e normalizar os padrões de movimento.

A terapia de injeção com várias substâncias é freqüentemente usada, com resultados positivos empiricamente, mas faltam evidências na forma de estudos prospectivos randomizados.

Um plano de reabilitação preciso deve ser desenvolvido para cada lesão muscular, incluindo recomendações para treinamento específico do esporte com intensidade crescente.

Como não há diretrizes sobre a RTP segura, exames regulares de acompanhamento do status muscular atual são cruciais para avaliar o progresso alcançado em termos de cicatrização e determinar quando o músculo lesionado pode ser exposto à próxima etapa da carga.

Esta revisão narrativa descreve os vários fatores que uma equipe médica deve considerar durante a avaliação, tratamento e reabilitação de uma lesão muscular, com foco particular no futebol profissional.