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Você entra no supermercado com fome e compra um pacote de batatas fritas e uma garrafa de refrigerante. Leva para…

08 de abril de 2008 - 06:39

Da Redação

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Você entra no supermercado com fome e compra um pacote de batatas fritas e uma garrafa de refrigerante. Leva para casa e começa a comer em frente à TV, enquanto assiste aquele filme preferido.


Este hábito pode resultar em uma baita “dor-de-cabeça” no organismo se este tipo de alimentação virar rotina, porque substituir as refeições por um lanche rápido e industrializado faz mal à saúde e engorda.


Nesta hora, os alimentos funcionais entram em ação. Eles não são produtos desconhecidos. Pelo contrário, fazem parte da nossa alimentação diária e mantêm o corpo em ordem.


São alimentos que apresentam algum componente fitoquímico, ou seja, uma substância responsável por prevenir e/ou retardar alguns tipos de doença. Estes são alguns dos exemplos mais comuns: cebola, alho, banana, soja, tomate, iogurtes, peixes e aveia.


De acordo com a nutricionista Carla Puglia, problemas cardiovasculares e câncer podem ser combatidos com uma boa alimentação e consumo regular destes alimentos.


Alimentos ricos em fibra previnem problemas intestinais e também reduzem os riscos de doenças cardiovasculares por agirem como “vassouras” que limpam parte da gordura que se acumula no corpo. Outro exemplo comum de alimento funcional é o tomate. Ele tem o licopeno, componente antioxidante, que ajuda a combater os radicais livres e previne o câncer de próstata.


Uma das regras da boa alimentação é balancear tudo aquilo que se come evitando exageros.


No caso dos alimentos funcionais, a regra não muda. Uma das atitudes mais comuns é o uso excessivo de azeite, mas a nutricionista adverte que o líquido não deixa de ser uma gordura. “Ele não aumenta o colesterol, mas o uso abusivo pode fazer com que a pessoa engorde”.


É importante lembrar que a melhor alimentação é a aquela baseada na qualidade e quantidade de coisas que comemos. E dicas como beber, no mínimo, dois litros de líquido por dia, de preferência água, e fazer exercícios físicos regularmente diminuem os riscos de problemas com a saúde.


E os suplementos vitamínicos? Conhecidos também como produtos nutracêuticos, os suplementos são a forma processada e concentrada do componente fitoquímico do alimento e, como explica a farmacêutica Carolina Fernandes Ribas, podem ser usados na prevenção ou combate de determinadas doenças.


Os fitoterápicos entram nesta categoria mas com a diferença de que a substância fitoquímica é extraída de plantas medicinais e não de alimentos.


Carolina lembra que a pessoa interessada em comprar qualquer suplemento vitamínico deve ter acompanhamento médico e nutricional. “Às vezes, o corpo é rejeita a uma determinada substância e a pessoa não sabe. Isso pode acarretar problemas como alergias ou o próprio organismo pode não absorver o nutriente”.


É possível combinar produtos nutracêuticos com alimentos funcionais para se prevenir de algum problema desde que seja feito acompanhamento profissional. Assim a pessoa cuida da saúde e não compra produtos sem necessidade.

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