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Outros Tempos – Velhos, nova série de Eduardo Rajabally estreia no Max

Série retrata o envelhecimento mostrando histórias de pessoas comuns e personalidades, cuja faixa etária varia de 60 a 102 anos

04 de julho de 2017 - 18:51

Da Redação

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Como chegar à terceira idade? Esta indagação envolve o tema central da nova série de TV Outros Tempos – Velhos, que estreia nesta terça (4), no canal de TV fechada Max, do grupo HBO, a partir das 23 horas.

Com entrevistas com 16 famosos e anônimos entre 60 e 102 anos, a série vai mostrar um lado real, com o crescimento cada vez maior desta faixa etária no Brasil.

O canto Ney Matogrosso é um dos 16 entrevistados do documentário, que estreia no canal Max, nesta terça (4), a partir das 23 horas. Foto: Divulgação

Conforme o diretor, o jornalista, documentarista e diretor de série para TV, Eduardo Rajabally, todos os personagens estão na ativa “e ansiosos para ver o resultado”.

 

O diretor Eduardo Rajabally (camisa azul) dirige o documentário, que será transmitido em 8 episódios pelo canal de TV Max. Foto: Divulgação

Observando ações

Confira a entrevista que o Boqnews.com fez com o diretor da série, carioca de nascimento, mas santista por adoção, que também é professor do curso de Jornalismo da Universidade Santa Cecília, em Santos, no litoral paulista.

Boqnews – Qual a proposta da série?
OUTROS TEMPOS – VELHOS é uma série de documentários que aborda o tema da velhice no Brasil de forma realista e contundente, com muita sensibilidade. São oito episódios de uma hora.

Em cada um contamos a história de duas pessoas, estabelecendo uma relação forte e às vezes íntima com elas. Tudo começa com o que chamamos de Grande Entrevista: uma conversa de duas a três horas filmada por várias câmeras num local escolhido pela própria pessoa dentro de sua casa.

Aos poucos, muitas memórias, visões de mundo, sensações e emoções vão emergindo desse processo, que é conduzido de forma bastante naturalista.

A partir daí, acompanhamos cada um dos personagens por alguns dias, de forma documental e minimamente invasiva, observando suas ações e comportamento, sua interação com o mundo, com a família, sua casa e seus objetos.

A ideia é que possamos dar a chance de que eles próprios contem suas histórias e nos mostrem o que consideram mais relevante em suas trajetórias.

O Brasil ainda é um país jovem, mas que deve envelhecer rapidamente nas próximas décadas. Queremos discutir o que significa envelhecer em nosso país, em uma cultura voltada quase que exclusivamente para a juventude e seus valores.

Queremos escapar dos rótulos que classificam essa fase da vida como a “melhor idade” e entender como, de fato, vivem e pensam aqueles que passaram dos 60.

 

Boqnews –  Onde foram feitas as gravações?
As filmagens aconteceram em 2015 e início de 2016, em São Paulo, Rio de Janeiro e litoral carioca.

 

Boqnews –  Quais os critérios usados para a escolha dos entrevistados?
Muita pesquisa foi feita até que pudéssemos fechar os 16 personagens da série. Queríamos diversidade de estilos de vida e de idade. Temos personagens entre 60 e 102 anos! Apesar da dificuldade em escolher dentre muitos selecionados, acabamos por privilegiar as melhores histórias.

 

Boqnews –  Houve alguma mudança em relação à época da gravação da série aos dias atuais? (falecimento de algum dos entrevistados, por exemplo).
A série foi filmada entre 2015 e 16. Felizmente, todos os nossos personagens estão muito bem e ansiosos pra ver o resultado.

 

Boqnews – Além desta proposta, quais outras serão exibidas na TV a qual você está trabalhando ou já concluiu?
Atualmente estou concluindo dois novos documentários. O primeiro trata da universo da leitura e sua importância e efeito nas crianças. É um filme sobre livros, imaginação e infância.

Além desse, estamos em meio à montagem do filme A Reinvenção do Futebol Arte, sobre os (des)caminhos do nosso futebol, que ficaram claros após a última Copa.

Fomos para a Europa pra poder ouvir jogadores, dirigentes e técnicos – queremos saber o que pensam sobre nós. Ao mesmo tempo, entrevistamos pensadores, artistas e outros brasileiros que nos ajudam a fazer uma ponte entre o nosso futebol e o país… Para o segundo semestre, mais dois filmes documentários e uma série estão previstos.

 

Sobre o diretor

Eduardo Rajabally

Eduardo Rajabally é documentarista, diretor de séries para tevê, roteirista e jornalista.

Há mais de 20 anos na profissão, já conduziu cerca de 2.500 entrevistas, dirigiu dez documentários e mais de 350 episódios de programas para a televisão (semanais e especiais), tendo filmado em todos os estados brasileiros e em diversos países da Europa, da América Latina e nos EUA.

Criou e dirigiu para canais como NatGeo, Discovery Channel, HBO, GNT, Multishow, AXN/Sony, A&E, Animal Planet, Canal OFF, TV Cultura, Canal Cuatro Espanha, TVI Portugal, TVE, TV Brasil, ESPN e Eurochannel.

Estes são alguns de seus trabalhos mais importantes: o documentário Para Gostar de Ler, que investiga a relação entre a leitura e o mundo imaginativo das crianças; a série documental Câmera Selvagem, que utiliza tecnologia de ponta para filmar animais selvagens em locações exóticas; a série documental Médicos, totalmente filmada dentro do Hospital Albert Einstein; o game show The Brain/Os Incríveis – O Grande Desafio, formato criado e produzido pela Endemol para o NatGeo;

E ainda: a série Missão Extrema, filmada em locações exóticas da América do Sul para o Discovery Channel; a segunda e terceira temporadas da série Tabu Brasil, que trata de temas polêmicos e fortes de maneira sensível e profunda; a série Resgate Animal, sobre a diminuição dos habitats dos animais selvagens e crescimento das áreas urbanas, colocando muitas espécies em perigo; as duas temporadas da série documental Até Que a Morte Nos Separe, sobre os principais crimes passionais brasileiros; o doc-tv 1981 – O Ano Rubro Negro, que celebra os 30 anos do campeonato mundial de futebol pelo Clube de Regatas do Flamengo;

Também: a série O Brasil é Aqui, um programa de viagens pioneiro no país, que esteve em todos os estados brasileiros; o documentário Europa Paulistana, semi-finalista do Emmy Awards International em 2007; o documentário Caixa Mágica, que conta a história da imigração árabe no centro de São Paulo; a série Brazil Amazing Tour, filmada nos nove estados do nordeste e exibida apenas na Europa.

E mais: a série de programas sobre música brasileira Ensaio Geral; o programa de variedades Circo do Edgard; a série Mobilização Brasil, vencedora do prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos; o documentário Cabeceiras do Xingu, sobre os povos indígenas do Parque do Xingu, e o reality show Diário de Bordo, que viveu intensamente a vida de sete pilotos durante o maior rally das Américas, o Rally dos Sertões.

Atualmente, além de divulgar seus dois últimos documentários longa-metragem, o premiado Amazônia Desconhecida (2013 / 70′) – ver vídeo, e Peão – A História de Todos, a História de Um (2014 / 74′), Rajabally é o diretor-geral da série documental Outros Tempos – Velhos (HBO), que trata de temas ligados ao envelhecimento e dirige um novo doc-longa (A Reinvenção do Futebol Arte) que investiga os caminhos do futebol brasileiro atual.

Por fim, prepara seu novo filme longa-metragem, formado por nove curtas metragens que observam a história do time da Chapecoense.

 

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