Seis em cada 10 brasileiros têm elevado risco de não conseguir pagar dívidas | Boqnews
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Calote generalizado?

19 DE MAIO DE 2022

Seis em cada 10 brasileiros têm elevado risco de não conseguir pagar dívidas

A CEO da proScore, Mellissa Penteado, explica que o cenário preocupa em razão do aumento sucessivo do total de famílias endividadas no Brasil

Por: Da Redação

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Pelo menos 61% das pessoas que já estão endividadas têm alto risco de não quitarem suas pendências financeiras.

Os dados fazem parte de um levantamento realizado proScore, bureau digital de crédito.

A CEO da empresa, Mellissa Penteado, especialista em Big Data e inteligência de dados, explica que o cenário atual preocupa em razão do aumento sucessivo do total de famílias endividadas no Brasil.

Assim, pelo menos 77,5% das famílias estavam inadimplentes em março passado, o maior índice de 2010, quando começou a ser feita a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência Serviços e Turismo (CNC).

Por sua vez, Mellissa destaca que está ocorrendo um aumento na procura pela renegociação de dívidas.

“Isso também demonstra a conscientização das pessoas em limpar seus nomes”, salienta.

Mellissa participou do Jornal Enfoque – Manhã de Notícias de hoje (19).

Ela salientou que uma das formas para que as pessoas possam pagar suas dívidas é dilatar o prazo para renegociação delas, flexibilizando os juros cobrados.

“Quando há inadimplência elevada, tudo o que for feito para facilitar o pagamento é bem-vindo”, enfatiza.

Mellissa também falou dos riscos que o País sofre em razão do crescimento da inadimplência, o que pode provocar calotes generalizados.

“Existem pessoas que estão cinco vezes mais endividadas do que a capacidade de gerar sua própria renda”, destaca.

“É importante as pessoas terem a conscientização dos seus gastos familiares”, acrescenta.

Crédito consignado

Além disso, Mellissa também falou sobre o crédito consignado e a necessidade das pessoas – aposentados, pensionistas e funcionários públicos – compararem as ofertas oferecidas no mercado entre bancos e fintechs – bancos digitais.

Assim, comparar as melhores taxas é a principal alternativa.

Não bastasse, é possível oferecer um bem imóvel (carro ou apartamento) que possa ser refinanciado, sendo um atrativo para diminuir ainda mais as taxas de juros aplicadas no parcelamento.

“A educação financeira é muito importante, pois quando você tem várias opções na mesa você consegue também trocar dívidas mais caras por mais baratas”, diz.

“É importante uma pesquisa efetiva, pois um empréstimo deve ter começo, meio e fim”, salientou.

Inadimplência

Dessa forma, o vilão dos endividados continua sendo o cartão de crédito com 87%, seguido pelos carnês, com 18,7%.

E ainda: financiamento de veículos, com 11,2%; o crédito pessoal com 9,4%.

Por fim, o financiamento da casa própria – ao contrário dos americanos, que tem neste item a sua maior dívida.

Assim, com o endividamento das pessoas, que tem dificuldades ao acesso ao crédito, isso impacta também as empresas, que deixam de investir e gerar empregos.

Portanto, uma avaliação do score (ranking) dos clientes é importante na hora da venda a prazo para evitar riscos ou fraudes em uma negociação.

“Os bancos, instituições financeiras e demais empresas observam o score do cliente antes de liberar um crédito ou financiamento”, diz.

Dessa forma, é atrelado ao CPF (pessoa física) ou CNPJ (pessoa jurídica), que determina uma pontuação de 0 a 1.000.

“Quanto maior a pontuação melhor é a reputação financeira e o risco de não pagamento é baixo”, salienta.

Dicas para evitar clientes inadimplentes – ou receber os valores devidos

  • Criar um fluxo decisório modularizado desde a prospecção de vendas, gerando inteligência em todo o ciclo de negócio é fundamental para a sustentabilidade dos resultados.
  • Manter uma régua de cobrança ativa, ou seja, uma ferramenta que vá determinar de que forma a empresa fará essa cobrança
  • Checar o perfil do cliente não somente para decisão creditícia, mas também de elegibilidade ao público-alvo, tanto para o momento da concessão, quanto para o ciclo de cobrança
  • Avisar a pendência ao cliente
  • Oferecer alternativas para o pagamento
  • Apostar sempre na tecnologia para facilitar o processo de comunicação e pagamento
  • Explicitar os benefícios que serão perdidos na quebra de contrato.

 

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